2 de agosto de 2017

É tão difícil...

É tão difícil encontrar
Abertura para um cadeado,
Que cerra bem cerrado,
Esse medo de despertar.

É tão difícil como acreditar
Como entregar-se,
Como ter fé e abandonar-se
Noutro ser sem vacilar.

É tão difícil o descobrimento,
Tão propicio à desilusão.
Na incerteza da inquisição,
No medo que é pensamento.

É tão difícil saber ouvir...
Reflectir sem dizer,
Pensar mas não fazer.
Nada disso: só sentir.

É tão difícil criar, em conjunto,
Em uníssono orquestrar,
Sem parar e a sonhar.
Complica-se o assunto.

É tão difícil a tortura obscena.
Mas masoquistas insistimos,
Não desistimos… persistimos,
É tão difícil mas vale a pena.

6 de março de 2013

Fria e sedutora

Chega fria e sedutora,
Com o encanto da novidade e um
Coração gelado
que tenta gelar o meu...

Sorri e faz sorrir,
Encanta para desencantar
E vem como sonho para os tirar.
Num hipnotismo dormente
Que não poupa sentido.
Nem vivalma. Nem sossego.
Nem calma.

Triunfa no medo dos passeios,
Na inconstância da natureza,
Não de todos mas de muitos.
Nos menos profundos e preguiçosos,
Mestres do despreparo,
Cigarras silenciosas.

Vai como vem...
Sedutora mas,
Não triunfa aqui,
Não neste terreno hostil.
Não nos bafos quentes,
Nos cigarros, nos cafés,
Onde se apega a esperança,
Onde o coração não gela.
Aqui sou puro malte, incandescente,
E estou a salvo.
Longe da selva,
Da natureza gelada.

28 de novembro de 2012

Pouring

It keeps tickling outside,
So playful and full of pride.
As a child, soaked in innocence,
For some: it is providence.

I close my eyes and count its touches,
It caresses me... it bites, it munches!
Ever so playful and always changing,
A sower that my heart is mending.

It brings dark skies and joyless days
For some, but not me, not such ways.
It moulds me wings out of thin air
And a dream ever so rare.

We say goodbye,
Like every morning and with no cry.
With the innocence I tend to borrow
I know we'll meet tomorrow.

Ever so playful you'll come, you'll see.
Ever so hopeful I'll dream of thee. 

22 de novembro de 2012

Sou o remoinho...

Sou o remoinho que crias em mim,
Um turbilhão silencioso
Que se quer ruim,
Luta furiosa contra
Uma natureza hostil.

Procuro domá-lo,
Como os meus olhos te procuram a ti...
Inocentes, sinceros.
Séculos de experiência,
Julgados, com a certeza no momento,
Com a voz rouca
Que uiva um canto romântico,
Para a lua. Para ti.

Os braços entorpecem
Os segredos revelam-se.
Caiem muros, barreiras, fronteiras,
Connosco a assistir.
Resistentes, sorridentes,
Com o orgulho das eras,
Fazemos pouco do mundo
De tão efémero, rasteiro, passageiro.

Somos gigantes neste relato traiçoeiro,
Imunes ao conto do vadio,
Adeptos de um destino
Prometido, conquistado, conhecido,
Que termina em fim de tarde,
Em tons dourados,
Com os sons e cheiros da maresia.

A seriedade ataca-nos,
Com um apocalipse de
Emoções, sensações, acontecimentos,
A que respondemos com um esboço conhecido
Como campeões sapientes.
Vitoriosos neste coliseu
Sorrimos confiantes.

A desgraça alheia,
Prende apenas o resto do mundo
E escapamos incólumes,
Sem mágoa nem temor,
Sem silêncio, sem pesar.
Sorrio ao olhar para trás,
Na cara do demónio,
Numa pirraça inútil
Que me enche o peito.

Quando tocar a alvorada
Estaremos de pé,
Como nunca outros estiveram.
Extraordinários,
Num prisma que é só nosso
Em que a estória vem adocicada
Com um mel que amolece.
Somos nós que a contamos,
Deixamos os podres,
Contamos o que interessa e
Soa a expressão épica.

Contamo-nos.
E aqui, hoje, agora,
A nossa voz é a verdade.

12 de novembro de 2012

Brisa Cansada

É uma brisa cansada a que me embala.
Sussurra-me tranquilidade,
Desejos fugazes, 
Futuros vazios.

É simpática e abraço-a,
Enquanto te abraço a ti,
Enquanto viajo ao longe
Nos barcos aventureiros
Que cruzam um infinito desconhecido.
Oscilam como pirilampos
Numa selva de desordens invertidas,
Instintos domados
E reflexos planeados.

A luta incessa dá-se estrondosa mas
Não me interessa.
Cansado como a brisa,
Cedo, estou à vontade.
Desaventuro-me noutros mares.
E encontro-te na escuridão do meu olhar,
Onde combinamos sempre.

Juntas-te a mim e à brisa,
Cansada também,
Na tarde calma, sem fim.
Trocamos agora desejos que já são capazes
E futuros que se tornam repletos.

A selva perdura... mas não importa.
O meu abraço já é só teu.

29 de julho de 2012

Entardecer

Pintar-te levaria uma eternidade,
Um século de música
Só nos telhados encarnados.
Uma geração em cada tom de azul
Que mais que um rio,
Que um céu,
São pequenos mundos
Com outros pequenos quadros.

As horas passam
Enquanto tento replicar
O som dos pássaros,
Que se seduzem entre si,
Numa primavera que
É só tua.

A eles junta-se um bairro,
Ser vivo,
Desperto, acordado,
Com sentido de origem
E de destino,
Com a sua voz
Que se confunde,
Com a de povos distantes.

Tento tudo isto,
Com o pincel que são os meus olhos,
Numa tela de memória,
Que treme por temer,
Perder um pormenor que seja.

O amarelo
Em constante mudança,
Mistura-me, trabalha-me,
Molda-me numa evolução de estados,
Sentimentos partilhados
E vozes aquecidas.

Abana-me o cheiro das oliveiras,
Da maresia,
De um vento caloroso, seco,
Que traz em si um perfume das arábias.
Essências que se entrelaçam na história,
De uma casa que já é antiga.

Reconheço-lhe o passado
E pinto-lhe o futuro,
Como vidente mas sonhador,
Com um desejo partilhado
De que se concretizem
Todos os sonhos,
Neste quadro.
Os meus,
Os de quem vive, de quem visita,
De quem é...
Porque tu és.

Conformo-me na minha inércia,
No reconhecer da minha incapacidade.
Limito-me aos segundos que me fogem,
Tentado espremê-los
No que espero seja,
Um golpe de génio
Para transformar o efémero.
Um momento em mil,
Um dia numa vida.

Fugir ao mundo...

Fugir ao mundo ou dar-lhe a mão,
Querer ser surdo ou gritar perdão?
Interrogações que me colam na terra,
Peças, fatalidades de uma outra guerra.

Fumo que anuncia um terror pior
Que todos! Que os pesadelos maior!
Pela inexistência e inimaginação.
Pela dormência e exactidão.

Cala-se o acto de outrora,
Esconde-se o mundo d'Aurora.
Escurece a vontade e o conhecer,
Perde-se sentido, deixamos morrer.

5 de julho de 2012

Desafio do mundo novo

No descontrolo faz-se vencedor maior,
Atira fios de aranha,
Rijos como o metal mais duro.
Sem fuga, a solução ilude,
Dissolvida num caos de sensações,
Separada e escondida
Nos cantos de um mundo etéreo.

Um puzzle com tempo limite
Que atropela o raciocínio
E anula a, já pouca, razão.
Com o ruído incessante
Que vibra num crescendo constante
Cresce desmesurado.
Perde-se, funde-se e indistingue-se.
É um todo agora,
Uma amálgama de ser,
Nem uma coisa nem outra,
Tudo mas pior que ambos.

Desaparece
Tão depressa como chegou,
Um furacão rasteiro,
Que não faz prisioneiros
Nem deixa testemunhas...
Apenas um rasto de destruição.

O resultado evidente,
As consequências, catastróficas,
Ecoam ainda hoje.
Minutos de um inferno
Para a eternidade.

20 de março de 2012

Tons mil

Passeias-te lá fora
Com a brisa do verão
Que nos faz esquecer
Que, de facto,
Este é o teu tempo,
O teu lugar.

Tento tocar-te mas
Tens fugido.
És assim, imprevisível,
Ainda que clamem o contrário.
Dizem quem vens por isto e por aquilo
Numa conjugação fria,
De números insensíveis.
Eu não.

Acredito que nasces
No sonho da natureza.
Como mãe, crias e governas
Um mundo, o teu,
Com ordem irrepreensível,
Incompreendida mas adorada,
Pões tento ao mais selvagem.

Escreves mandamentos,
Como notas numa pauta musical,
E vais conduzindo "A orquestra".
Sim, "A", a que merece
O mais sincero dos silêncios,
O mais puro dos sentidos,
O mais verdadeiro dos gostos.

Mimas-nos...
Com a tua melodia
Calma... ou acelerada
Abraças o mundo
Beijas-me a mim.

Tento tocar-te e
Saborear o momento em que te sinto
Em que te cheiro, vejo e oiço.
Guardo-o num retrato instantâneo
Eterno, bem guardado,
Que não deixo de recordar
E actualizar...
Ano após ano.
Assim o merece a tua beleza.

1 de janeiro de 2012

Um segundo...

Basta um segundo,
Um clarão para sentir
Que deve ser mais.
Não um minuto,
Não uma vida.

Cada flash
Uma viagem interminável,
A um outro mundo,
De outra cor,
De outro tom.
Um salto para o infinito
Sem receios,
Sem ponderação...
Com certeza outra
De suprema razão.

No regresso a casa
Construo a mudança
Com novo salto...
Com as possibilidades
De um destino imenso
Que sonho,
E peço a deus
Que seja o meu.

23 de dezembro de 2011

Vozes

Percorro as mesmas ruas
Com os mesmos passos,
Os mesmos sons,
Diferentes.
Viajo no cavalo
Cujas portas
Me perpetuam.
Parto para o desconhecido,
Para a escuridão,
Com vaga luz.
Levo imaginação interminável
Inspiração indomável
Ritmo, cor, fantasia.

O ritual aborrece-me...
Ou será que não? Será
que finge aborrecer?
Testa-me, ao limite,
Para o validar, testa-me,
Testa-me para me confrontar.

É monstro confuso,
Difuso nos meus próprios traços,
Que combato com a ideia
Inocente que ainda me persiste.
Forte, bom,
De espada em punho.

A superioridade é evidente
Ou tem sido...
Empurrada por um vento superior
Uma alma desgarrada
O sonho sem temor.
Um furacão de constatação
Que canta
o coração mudo.
Que canta
Como disco riscado.

5 de outubro de 2011

Por um momento...

Começa com um assobio...
Um leve toque, um arrepio,
Um silvo no meio da noite,
Um olhar que te afoite.

Chocamos...
Primeiro como que dançamos,
Em suaves movimentos.
Somos doces sentimentos.

Entrelaçados como melodia.
Como orquestra, em sintonia,
Nos olhares, nos sorrisos.
Desenhamos paraísos.

Depois a revolta...
O ímpeto, a ribalta.
A força quase violenta,
Uma vontade tão sedenta.

Agimos rápido, em alta voltagem.
Num tom primal, quase selvagem,
De teor alto, como absinto,
Comandados pelo instinto.

E assim voamos...alternando!
Num apaixonado ritual, sonhando,
Com o que virá, com o que vem.
Inebriados, sabemos bem!

Estamos quase, é o momento.
Síncrono, combinado e turbulento,
Chegamos juntos como por magia!
Silêncio... Num climax de fantasia!


Por um momento somos felizes,
Sem preocupações, criamos raízes.
Esquecemos o mundo, somos paixão!
Damo-nos, qual filme piroso, de coração.

Mas não é só isso...
Caímos em nós...E não é só isso.

12 de agosto de 2011

Como é que...

Como é que o faço?
Como é que cresço e melhoro,
Quando é que venço, decoro
E conquisto o meu espaço?

Com calma, eu sei...
É meu, o forte entusiasmo...
Que sofre com este marasmo.
Quero o mundo que sonhei.

Vejo, oiço, tento aprender.
Sinto alguma evolução
Algum saber, sim porque não?
Continuo, nunca ceder!

A voz...lá continua.
Um tremor que não alarma.
Na noite a minha lua,
O sonho, esse, não desarma!

22 de maio de 2011

Este Meu Ser

O quanto muda este meu ser,
O quanto cresce, trémulo.
Vira páginas e continua a querer,
Um canto, uma voz para aquecer,
Um sempre constante estímulo!

Cria e, no processo, conhece
Um pouco de si, um pouco de mim.
Fabuloso...mas perigoso porque esquece,
Confiante, a mente entorpece...
Decisão letal num universo sem fim.

No pânico sente, clarividente,
Os fios da sua própria existência...
As linhas mestras que, inocente,
Tenta perceber completamente.
Quer o destino como ciência!

Ainda assim, percebe a dificuldade
E, humilde, aprende e cresce!
Deixa essa estúpida vaidade
E, sempre com vontade,
Desenha as linhas que reconhece!

28 de abril de 2011

Deito-me...

Deito-me e sinto-me a pensar,
Como me portei, que foi que disse?
Corrijo o tom para encaixar,
Questiono se não fiz parvoíce...

Passo a pente todas as reacções,
Os olhares. Os movimentos.
Somo sorrisos e sensações,
Tento antecipar tais sentimentos.

Consulto reputados especialistas:
Diferentes géneros, outros passados.
Com analises estranhas e pessimistas,
Vozes profundas. Conselhos desajustados.

Afinal o quadro é meu,
Quem melhor o saberá pintar?
Mas no meio do meu próprio apogeu,
A verdade temo identificar...

Paro...
Esqueço...
Só quero acordar e continuar a sonhar contigo.

14 de abril de 2011

Todo o dia

Desconstruir e construir,
É o que faço todo o dia.
Começo, como que por magia,
Esqueço o destruir,
Junto ideias, pensamentos,
Quebro barreiras e sentimentos.
Voo para longe, sem querer ir,
Sonho para me ver sorrir.

A viagem é curta, ao coração da natureza.
Aqui está fresco, verde, húmido,
É mais puro com certeza,
De indubitável beleza.
Um mistério assumido.

Confronto a minha verdade,
Em arte treino, corpo e mente,
Qual guerreiro omnipresente.
Em terreno, que não deixa saudade,
Escrevo passado, futuro, presente.
Deixo tudo e parto ao encontro,
Este sim digno de conto,
Com ansiedade inconsequente.

Estou pronto e preparado.
Marcho pelo asfalto, gelado,
Estou quase, e a correr,
Num suspiro...deixo-me vencer.

Lembrança

É engraçado, não sinto nada.
É um vazio que não incomoda,
Uma ausência que não recorda,
Aquelas palavras na alvorada.

O som, o mesmo, parece diferente.
O cheiro, idêntico, vem alterado,
Como tu, imponente e de aspecto alado.
Tal como o toque, és indiferente...

Estranho e não percebo.
Estes truques modernos do coração
Que teima e insiste em dizer não.
Sou eu, calmo, não me excedo.

Podia ser outra a história.
Noutro mundo faria sentido
Mas neste é caso perdido.
O futuro segredo, o passado memória.

6 de março de 2011

Voltar a casa

Quero voltar a "casa"...
Sentir aquele conforto familiar,
O ambiente que alguns dias apetece cortar.
Espaço para crescer sob aquela asa...

Quero as luzes...
O som, o cheiro, até o ar pesado!
O stress passageiro, o sono desencontrado...
Com que efeito me seduzes?

Quero a emoção...
Aquelas horas feitas em correria...
E também as outras, cuja magia,
É sua expectável lentidão...

Quero voltar a ver Gaza!
Missões da NASA, estórias do além,
China, Japão e Coreias também!
Quero voltar para casa.

"Home is where your heart is"

14 de fevereiro de 2011

O Bom Passeio

São os de sempre, os companheiros,
Extensões do meu ser,
Veículos tão passageiros...
Como o ritmo que me faz escrever.

Por caminhos familiares,
Entre becos, ruas e avenidas...
Admiro sons, que invulgares,
Substituem vozes conhecidas.

São focos de murmúrio, pequenos,
Que pintam hoje a cidade inquieta,
Alta, esbelta, imponente...hoje é menos...
Hoje é rapariga tímida de voz discreta.

A cor, o cheiro...sobressaem!
Uma outra vida na sua ausência.
Dançam nas ruas os traços que decaem,
A Natureza, a História: Omnipotência!

As horas, a brisa, as vozes....as pessoas.
Caminham mais lentamente...
Serão os mesmos ou o tempo cansou-as?
Ou serei eu que estou diferente?

Foi numa tarde de Domingo...

No intervalo do teu cabelo...

Respiro no intervalo do teu cabelo...
Sussurro a paixão indiscreta,
Uso o encanto do Poeta,
Que te congela e pareces sabê-lo...

Beijo-te...pela primeira vez...
Os tremores, a vergonha,
A timidez, sombra medonha...
Tantas dúvidas, tantos porquês...

Juntos...deixamo-nos levar....
Perdemos rumo, activamos sentidos,
Improvisamos momentos desconhecidos...
A música que sempre quisemos tocar.

Perpetua-se...o teu sabor...
O teu cheiro, a tua vontade,
Os teus segredos, a tua verdade!
Sinto ainda o teu calor.

24 de janeiro de 2011

Full Moon

In a gazing stare he sees the future,
The hardships and pain one has to endure...
His future, His hardships....his pain!
All on display... All to take his aim...

The dire hour shows but one flaw,
A space of truth in a glimpse he saw.
Attracted by the dim light,
That sheds hope through the darkest night.

His eyes open... as if for the first time...
No more tears... not one whine.
His strength renewed, firm, steady
As some fighter he stands ready.

He sees his future...
The hardships and pain he has to endure.
He sees of what they're made,
But now...Now he's not afraid!

Now he knows...
Now he rises.

17 de janeiro de 2011

Controla-me

Nas horas escuras e caladas,
Nas noites lentas e aceleradas.
Quando o pensamento corre...
E o meu coração morre.

O quarto parece mais vazio.
As paredes, pequenas. O chão...frio!
Um gesto custa...cada vez mais...
Grito socorro em ecos fatais.

Existo em ideias atormentadas,
Em vozes perdidas, em causas pesadas.
A gloria em cânticos a desvanecer...
Esqueço...E jurei não esquecer!

A luz é pouca, muito pouca,
A voz triste, a mente louca.
Conspiração que assim cresce...
E o Sonho...? O Sonho desaparece.

É pouca a luz.
Mas a alvorada está aí...

4 de dezembro de 2010

A História

Gostava de te contar uma história...

A história de como conheci o teu sorriso...
As peripécias, adversidades e o improviso.
Um conto que guardo na minha voz
E que em segredo conto só para nós.

Gostava que soubesses tudo o que pensei.
O que senti. O que tremi. O que chorei.
Tudo tudo... Sem fronteiras!
Compreensão e empatia verdadeiras.

Quero que saibas...que recordo cada olhar,
Cada pequeno detalhe, cada corar...
Recordo o mau e o bom, com nostalgia.
O que fui contigo...A fantasia!

Os pequenos defeitos, inoportunos,
Qualidades do coração, segredos unos.
As nossas diferenças e ideais...
O especial só para os demais.

As viagens a Veneza e Paris sempre românticas,
A Nova Iorque e Londres sempre tão excêntricas...
Recordo-as...sempre que posso...
Conhecemos um mundo. Criámos o nosso.

Lembro planos de uma vida preenchida,
De sucessos, amor, de vitórias conseguida.
Para ti, para mim...em estrondoso clamor!
Porque assim somos...assim dita o nosso amor.

Vejo a casa onde nos prometemos viver...
Pouco de ti, de mim...muito de nós a preencher.
E pensado ou de improviso...faz sentido!
Conta esta história ao desconhecido.

Sonho com a sucessão numa casa cheia.
Com calor, conforto...descobrimos a panaceia.
Com risos, choros, alegrias e tristezas!
Num equilibro puro...mas com surpresas.

Gostava de te contar esta história...
Mas ainda tenho que a fazer...de forma meritória.
Quero poder dizer o que conseguimos construir...
Mas para isso...para isso terias de existir.

Um dia...conto esta história!
Um dia conto-te esta história.

Future

I long for the day when I reach the top and dream no more...
So I can take a deep breath...
And start dreaming like I did before.

I long for the moment when my present and future meet.
They'll look back at what I once was...
And resume with their paths split.

I long for the time when I'll feel like settling...
Feeling complete, I'll stop running...
Only to make sure of where I'm heading.

I long...to continue longing for the future...
I won't cheat...or skip some steps...
And I'll claim it... I'll claim it for sure.

1 de outubro de 2010

Obrigado

Como é possível?
Que alguém mude tanto...
Que quebre o que parece credível,
Ilusão e não mais que um manto.

Como o fizeste?
Qual terramoto que estremece,
Abanaste-me, porque quiseste,
Acordaste-me com a tua prece.

Os teus movimentos...a tua luz,
Ligaram pontos, deram sentido!
Libertaram-me da cruz,
Deram-me alento antes perdido!

E tal como chegaste...
...Partiste!...
Sinal...não mo deste...
Mas o sonho ainda resiste.

Obrigado.

30 de agosto de 2010

A Vida

Se fosse uma paixão,
Um comprimento...
Se fosse um abanão,
Sensação dum só momento.

Abraço forte que aquece,
Se fosse....Sombra irrepetida!
Um beijo que não se esquece.
Se fosse a dor duma partida...

Se fosse apenas um dia,
Uma promessa para quebrar,
Se fosse uma lembrança fugidia!
Um sorriso ao caminhar.

Mas não é....é muito mais!
Segredo eterno bem guardado.
Combinações fundamentais,
De Sabedoria, Paciência e Fado...

E ainda mais...
Bastante mais!

19 de agosto de 2010

Fogo Inquieto

De onde vens tu fogo inquieto,
Tremor escondido, beijo discreto...
Sabor conhecido... Gesto adorável,
Que ao mundo soa completo
Qual batimento incansável...

O passo em falso...que apetece dar,
Um destino que pede para voltar...
Segredo... à espera de ser contado,
Ao mundo sim, a ti... Amar...
Irracional e complicado!
É sim, musica para cantar,
Sonho para realizar...
Coragem em tom alado,
Que o mal espanta, ó triste fado.

Vértebra do futuro...
Cruel? Ou talvez escuro?
Ou desse feliz ser...
De calor, saudade, prazer esquecer...
Do salto alto sobre o muro.
Sempre a bom prazer,
Desfrutar... agradecer!

Um principio, um fim, um caminho.
Fogo inquieto que rege a vida.

27 de julho de 2010

Viajar

Hoje fui à Finlândia...e depois à China,
E foi no México que acabei.
Amanhã que me espera? Qual a sina?
Qual o mundo que criarei?

Visito pelo pé de outrem...
Por caminhada alheia viajar.
Sem sentido, conduzido também,
Sou por outro no meu lugar!

Sinto o que quero sentir.
Vejo...o que vou querer ver.

20 de julho de 2010

Então e o Amor?

Então e o amor?
Onde é que há espaço para essa dor?
Quando é que é suposto haver
Tempo para o sofrer?

Como é que no eterno girar
Se faz o sonho...se atreve a dar?
Quem é...que consegue essa Magia
Esse enevoado...essa fantasia...?

Porque é que é de todos...a luta!?
Esse fervor que me pede cicuta...
E mesmo assim...ainda não sei...
Só o pouco sonhar que me deixei...

18 de julho de 2010

Imparável

É com fogo nos pés,
Com ventos e marés,
Com o olhar que não mente...
Não desiste simplesmente.

Herói não é....nem quer ser,
Quer o que sabe lhe pertencer,
Quer o destino, o seu, sem vacilar
Sem tremer, com certeza no olhar.

É imparável...de gigante sina,
De inspiração divina!
É Ícaro...mas racional!
Consciência. Não fica mal.

17 de julho de 2010

A Solidão

É esse o medo...
Esse total degredo.
O escuro, isolado.
Silêncio...está calado!!

Perder...o mirrar...
Perder e não encontrar...
A luz que se apaga,
O calor que não afaga...

Ausência questionável
Da ternura tão afável...
O movimento que não repete
O sonho que já não compete...

28 de junho de 2010

Medieval

A vida foge do tempo... e corre,
O sonho esmorece,
A vida esquece,
Arrefece a prece...e morre.

O cavaleiro cai...e perde,
A flor que perece,
O ferro arrefece
Sem sangue nem dor que herde.

A natureza morre...e desordena
Não vive. Não sente.
Não perdoa mas não mente,
Sobrevive ao tempo... e condena.

Tudo...
No meu quadro de melancolia.

25 de junho de 2010

Vive...

Vive com os olhos no futuro
E com mão no presente...
Vê, para além do muro,
Sê mais que inconsequente.

Mediocridade é padrão...
Nunca, nunca a deixes vencer,
É peso nas costas, adversário vilão
É medo...é não querer...

3 de junho de 2010

For 2 minutes...

Time slows down, I am waking,
I know each breath, I start vibrating.
I know my ground, I am aware,
I feel the heat, I’m free to dare!


Time stops and I am strong,
I know my place. I belong...
I am focused, I am bold,
I'm a winner and I am whole!


I am at peace, in heart and mind,
I think ahead, my thoughts are blind.
I am a student, I am humility,
I'm an example...I am tranquility.

11 de maio de 2010

Desígnio

No coração a liberdade,
na mão a veia que a alimenta...
O desejo e a vontade,
Destes tanto, tão sedento.

O mito contemporâneo.
Sou poeta, sou escritor...
O relato instantâneo,
Sou o eterno sonhador...!

A vida e a morte...
Juntas... num só...
O azar e a sorte,
Artista que mete dó...

Do presente e do passado,
Com expressão do pensamento.
A vida d'outro lado...
O melhor deste momento...

É o que sou...
É o que tento...

7 de maio de 2010

My place

The struggle marches on...
Some weeks so freakin' long...
It pulls me down, it grounds me still...
It hurts like hell, it bends my will...

But yet somehow...somewhere...
Unseen for days...and then it's there!
That look...those mirror eyes!
They see the future, they tell no lies!

They promise and they achieve...
They fight back and they succeed...
Breaking chains that block the way
Paving through, they seize the day...

The strength! Ohh the joy!
It pushes me...no more a boy!
I am... and I know within...
A choice in mind...I'm going to win.

Mature, cerebral, focused... I know my place!

27 de abril de 2010

Apeteceu

Apeteceu...
Não sei porquê...não fui só eu...
Doce magia que movimenta
Vento da alma, cresce e aumenta!

Pediu-me uma, duas, três...
Assim sempre, outra vez...
Já não para, já nem pede!
Como? Como consegue?

Não luto...não quero lutar
Gosto deste andar..
Gosto da fantasia, da cor!
De sentir este calor!

Já não paro. Incentivo!
Sou já exemplo vivo.
Sindrome nórdico apaixonado,
Mexe no peito e no passado.

21 de abril de 2010

The look

The man with sound in his head,
peace in his mind and the future in his eyes!

20 de abril de 2010

Tempo...

Tempo…
Fugaz incompreendido,
Foge que nem bandido…
Sabor útil da ilusão.
Vento fútil da saudação...

É o som que toca e toca…
Mas não chega! Que evoca…
A beleza do efémero sentido!
O querer! Querer reconhecido.

Vivo, invisível, violento…
Sempre, sempre sem aumento.
Motivo intenso de dedicação…
É dele que escreve meu coração.

É um prémio que dá vida.
Dá vontade, a energia pedida!
É o ritmo sagrado, o pulsar eterno
É valorizar o beijo materno.

18 de março de 2010

Caminho

Sinto que não posso mais...
É nestas alturas que fraquejo...
Quando não vejo sinais,
Leva-me a força do bocejo,
Não há desejo,
Sou mais um entre os demais.

O cansaço leva-me mudo...
Adormece-me longe de ti,
A morte de gelo do ser sortudo...
Que esquece a força que devi,
O fogo que já vivi,
Acelero, acordo, já sinto tudo!

É quando me lembro de quem sou.
É quando vejo o que quero ser.
O sentido que dei ao que passou,
A verdade, que escolho ver,
O que não deixo perder...
O saber de quem amou.

É nestas alturas que sou maior.
Que escrevo mais um verso,
Que disparo uma bala de cor.
É nestas alturas que sonho perverso,
Que vivo imerso,
Sou enfim um pouco melhor!

8 de março de 2010

Som da Vida

Ah como sabe bem!
Tão suave e esvoaçante!
Como sentes vida também,
Minha amante,
A tal tão inconstante!

Um desafio poético!
Com sonho forte aconchegado,
Vibrante, patético,
Mas de bom lado,
Feliz mágoa do passado!

É o hino da vida!
A canção do feliz fado,
Irónico, como diz, atrevida!
Deixa-me esgotado,
Neste sono resguardado!

E rio, dela, de mim,
Da vida, do presente...
Rio saudável, feliz assim,
Contente,
Sou Um e consistente.

Sou orgulhoso,
Sou forte, apaixonado!
Sou sentimento poderoso,
Veloz como tornado,
Sou homem de feliz fado!

7 de março de 2010

Consciência

Esquece-te do vagabundo,
Do vento cinzento, da escuridão...
Esquece-te do mundo,
Da chuva intensa, da imensidão...

Esquece-te do ser,
De quem foste, do passado...
Esquece-te de perder,
De empatar, do mal jogado...

Esquece-te comigo,
Para o futuro, para a frente!
E perde-te! Perde-te comigo!
Para o turbilhão, nesta corrente!

Perde-te em mim!
No meu muro, no meu forte.
Perde-te assim!
Sem um rumo, sem ter Norte!

Perde-te em nós!
Na promessa, na certeza!
Na palavra, na doce voz,
No forte fogo e sua pureza!

Perde-te... e esquece,
E perde-te novamente.
Sonha, Sonha, Sonha que aquece!
Por feliz seres tão somente.

23 de fevereiro de 2010

Diferenças

Há os números reguladores,
Do mínimo, do ordinário…
Há também os vencedores,
Marcadores!
Apontam o revolucionário.

Há o cumprimento,
Mínimo da razão.
Há aquele aumento,
O sentimento,
Que puxa a dedicação…

Há acção parada,
Esforço inócuo, aquém...
Há força apaixonada,
Que mensurada,
Não deixa duvidar ninguém!

Há o mundo sem querer,
Vagão vazio, corpo dormente...
Há vivalma que quer vencer,
Sem esquecer,
Mente celeste e consciente!

22 de fevereiro de 2010

Fios de Marioneta

É claro o desengano, o encoberto,
O engendrado, o desviado,
Que move, que mexe, esperto!
Que desinteressa o interessado.

É engraçado conseguir desvendar,
Conseguir ver os fios na marioneta.
A sorte que não deixa adivinhar,
O desígnio digno deste poeta.

É o que tenta…e deixa de tentar,
Que segue a linha, torta como tudo!
É a cor de uns, d’outros o lugar,
Que cala a voz do homem mudo...

Sei-o porque sei ver,
Porque sonho acordado mas desperto,
Pelos ideais, um valor são.
Pela vida de amigo irmão.

O poder do simples gesto...

O poder do simples gesto,
O intelecto insaciável…
O aventurado protesto,
Honesto,
Do guerreiro incansável!

Vem quando não se espera,
Vem, e vem armado!
Garras de fora, qual fera,
Calmo não desespera,
Certo, Focado, Cavaleiro Alado!

É a força que se liberta,
Que vem de fora, de dentro…
De todo lado, qual fonte aberta...
Tão forte que nos aperta,
Une-me, é o meu centro!

É quente…acolhedor!
É o impulso da esperança,
A força do conquistador,
O segredo vencedor,
É a voz que comigo dança!

É a voz que me embala…
Que me diz o que sou e vou ser,
O que fui, já não me cala,
Mera cabala.
É a força que me faz vencer!

É ela que me possui a voz,
Que me faz tremer a mão,
É a segurança no após,
A sapiência de avós,
Nada! Nada será em vão!

Rendo-me, deixo-me levar…
Sinto…Saboreio a memória.
Oiço o valor de salutar,
O saber que deixa amar,
A razão de minha vitória!

14 de fevereiro de 2010

Today is the day!

Today is the day I reminisce. I look back
Into the walls of that rotten shack,
Into that shadow that binds me, still...
That huge force that bends my will...
But not for long...

Today is the day I wonder why...
What word was me, what thought was thy,
I wonder what it could have been...
Why was I not I allowed to win?
No! Not for long...

Today is the day I wept inside...
I drowned myself in my bare hide,
Never screaming. Never stuttering.
I suffered... such painful suffering!
But not for long!

Today is the day I won't look back.
I won't go into the haunted shack!
I'll keep breathing, I'll rise stronger!
I won't keep you any longer...
Yes, not for long!

Today is the day, indeed I rose.
No more thoughts of those...
Yes, I'm back on my feet.
Ice cold, no heat!
Yes cold, so cold...But not for long!

3 de fevereiro de 2010

Sonho que sonho

Hoje luto como jamais lutei,
Uma batalha que não posso vencer,
Por um sonho que sonho não perder,
Por um sonho que já sonhei…
Um sonho que vi nascer e desaparecer…
Um sonho que a mim me contei…

Luto para não sonhar,
Peso os factos, torno em certeza,
O incerto em real fortaleza,
Forço-me assim, faço por lutar,
Forço-me a não ver a beleza!
Meu sonho é não querer sonhar…

Mas não é ciência objectiva,
É mundo estranho…É lamaçal!
Comparação? Não tem igual…
É de inocência fugitiva,
É-lhe inimputável todo o mal,
Por demais potente a sua ogiva…

Forço-me a não sonhar…
Mas sonho de qualquer maneira,
Sonho mesmo que não queira,
Deitado ou acordado, sempre a sonhar…
Fujo da palavra verdadeira,
Porque sonho sem o tentar…

Sonho outro…Sonho diferente.
Que me escapas, que me iludes,
Que me transformas, que me confundes…
Sei porque tardas em estar presente…
(Porquê?) Porque não quero que mudes,
Sonho que sonho eternamente.

Inspira criação!

É dito e sabido, nunca em vão,
Que criação inspira criação.
Como medo inspira medo,
Como segredo gera segredo…

A arte que inspira arte,
Cumpre sempre a sua parte,
Gera mais, mais e mais!
O desejo pede valores tais.

É o V Império, é o mestre!
O senhor deste reino pedestre,
É ele que me pede mais.
Seu desejo pede valores tais.

Tudo me compele, me levanta,
Tudo me seduz, tudo me encanta…
Pensamentos, e fugazes sensações,
Paisagens e suas emoções…

Até tu, sobretudo…
Tu, com o teu sentido mudo,
Me fazes pensar e repensar…
Sentir e recomeçar...Dou por mim, estou a criar!

1 de fevereiro de 2010

Sempre igual

O formigueiro incessante,
A ansiedade a todo instante…
A incerteza, que vê atordoar,
O sonho que não deixa de olhar…

Deambulas jovem, errante…
O desconforto irritante.
O céu infinito…e acordado!
Servo incansável, cavaleiro alado…

A fantasia e os grandes gestos…
Tantos sons e manifestos,
Tanta vida e tanta dor…
Tanto, tanto! Ao teu sabor…

Quando começas e surpreendes,
Quando foges e arrependes,
Quando ele surge e sente tal…
És sempre assim. És sempre igual!

19 de janeiro de 2010

É aquele momento...

É aquele momento...

Não há classe nem idade,
Não há cor, não há vaidade,
Há som! Há melodia!
Aquece-nos a saudade!
Apaga-se a noite fria...

Há o dom e a vontade,
Há o som que diz "verdade",
Não há mais nada...por um momento...
Nada mais que o sentimento!
No abraço eterno, romântico,
Na ternura visível. No cântico!
É a força que contagia.
O beijo encantado,
Para sempre eternizado,
É o silêncio e a magia!

É aquele momento!

É a face apaixonada...
A Viagem inesperada,
É a expressão...a mais cativante!
Simples, de génio... Brilhante!

Um dia...
Um dia serei Brilhante!

17 de janeiro de 2010

The Dream

A shining sun,
A breathing sky.
The dream, the one...
The goal before we die!

A world to look upon!
Filled, with memories past...
A future, we must go on,
Happiness is...it is at last...

A dream. A dream no more...
The truth reality shares,
The truth unseen before,
The truth that no one dares...

My truth at last!

6 de janeiro de 2010

Doce Ironia

Tonta esta, minha vaidade,
Que me possui, inquieto,
Atormenta e deixa saudade.
Estranha a criatividade,
Que me abandona incorrecto.

Vai em vem, como lhe apraz,
Aparece sem qualquer aviso.
Cega-me como lhe satisfaz,
Quando sai meu corpo jaz,
Sou mera voz do improviso!

Usa o meu corpo imobilizado,
Domestica-me como animal
De frases, ideias inundado,
Irresistível este fado,
De mim espanta todo o mal.

Manipulado, tão manipulado...
Doce ironia que me condena!
Meu cérebro deliciado,
Meu ego recarregado,
Sob a voz da minha pena!

22 de outubro de 2009

Chegou

É um dia triste,
O céu chora...
O vento demora...
O frio diz-me que não sorriste.

A cidade e o seu formigar.
O semblante desconhecido,
A frieza do envelhecido,
O silencio muda e faz mudar...

O verde fica escuro.
O azul transparente,
O cinzento inconsistente,
Sinais de bom futuro...

Há o fumo inocente.
Há calor isolado,
Um universo congelado,
A vida faz-se...faz-se diferente.

Foi o dia que quis...
O céu chorou.
O vento chegou.
Veio o frio que te fez feliz.

4 de agosto de 2009

Feeling Light

I'm feeling...light,
Words flow from me just right.
My heart's at peace,
My mind, with words like these.

A fine whisper in my eyes,
A gentle bird that gently flies,
A mirror, a different me,
The mirage that I should see...

Moving in slow motion...
In black and white devotion.
So Surprising! So Stunning!
Breathtaking, heartbreaking, cunning!

It feels just right,
That words flow, from me this light.
Please do whisper, words forbidden,
Show me now, what has been hidden.

It feels so fine...
A drug-less trip that makes me shine.
This love scheme...
A slowly fainting dream...

27 de julho de 2009

Contagiante

Hoje voltei ao que fugi,
Hoje abri os olhos, renasci!
Jurei fidelidade à causa moderna,
Vi nesse calor saúde eterna.

Vejo-te agora, bela,
Personifica-lo, singela,
Quero o momento, Quero-te ver!
Sentir e não esquecer...

Sabedoria e filosofia,
Desencontros e sua magia!
Intelectual e o racional
O momento. A vida como tal...

É o que quero...o que sou!
Energia pura que me encontrou!
Sou íngreme, irrequieto,
Insolente e indiscreto...

Sou... Sou novamente.

Vejo-te. Procuro-te nas esquinas.
Entre mundos, sondo batinas...
Vejo-te, no mundo que me rodeia,
Estás lá longe com quem vagueia...

Continuo aqui.
Combato a inercia pelo que vi.
Sou ser, desse Universo apaixonado,
Sou o teu cavaleiro num mundo alado...

Sou...Sou novamente.

Escrevo e escrevo por ti,
Não paro, nunca! Já te vivi!
Mereces esta dedicação.
Corpo. Alma. E coração!

Numa noite, num luar,
Numa tarde, sol a brilhar,
Vento...ou chuva no interior.
Céu tapado, fogo e calor!

Num dia chato, um dia!
Numa hora enternecia...
Em 10 minutos, de rompante!
O amor é meu. É contagiante!

Sim, Sou...Sou novamente!

O Ritmo da Balada

Segue o ritmo da balada,
Que nos para e ampara,
É como uma almofada...
Que Sabe. Conhece. Vende-se cara.

É bom de ter... É sonhar!
Planear, Imaginar...
Sente-se no fundo, no brilho, no olhar...
No céu por conquistar.

Vejo-a no pior, uma constante,
Nas preocupações, no incerto.
Em câmara lenta, incessante...
Película feliz, um convívio tão perto...

Por mais anos...muitos mais.
Por mim, por eles...Por nós!
O que define, nunca demais,
A nossa força. A nossa mão. A nossa voz!

Obrigado!

19 de junho de 2009

Apanhou-me...

Apanhou-me...
Desprevenido. Apanhou-me,
Consumiu que nem fogo infernal,
Vontade intensa,
Sonho sem igual,
Vontade densa vontade tal,
Misto de loucura,
Misto este de raiva a mal...

Tomou-me de assalto na noite bela,
Traumatizada,
Desafogada,
Inquieta mas sossegada.
Pegou em mim e agradeci,
Agradeci a voz magoada,
O sonho da madrugada,
A força viva na pena lascada.
Agradeci a inspiração,
A musa que me suspirou ao coração...
A musa intocada,
Imperfeita,
Infeliz...

A musa que eu sempre quis!

Pegou em mim e agradeci...
Toquei as teclas deste piano,
Naveguei todo este longo oceano...
Escrevi sem parar, sem pensar, sonho humano!
Escrevi para mim. Vivi.
Escrevi, virei, risquei....
Reescrevi, apaguei mudei...
Sempre sem parar...Sempre sem pensar!
Com mundo a acelerar!

Vibrei com os objectos mundanos,
Sons e imagens quotidianos.
Vibrei com poetas e canções,
Vibrei com o louvor humano,
Libertei amor, parti corações...

Pegou em mim e agradeci,
Soltou-me, Libertou-me, e não esqueci.
Agradeci porque com amor,
Agradeci porque com saudade,
Com carinho,
Razão,
Ardor,
Agradeci porque escrevi!

16 de abril de 2009

Pensamento #11

Altivo e imponente,
Seguro e consequente.
Visto a capa do Sucesso,
Vida outra que atravesso.

Sou assim na razão!

19 de março de 2009

Desencontro

Estou sentado...
O ambiente é avassalador,
Prende-me ao chão, toda esta dor...
Toda esta dor e estou sentado.

O cheiro a morte do passado,
Sinto, entranho, vivo e sobrevivo!
Regresso num impulso esquivo.
Tanta morte e eu sentado...

Fecho os olhos, oiço descontrolado,
Os gritos... os lamentos dos que ficaram,
O sofrimento, os berros que marcaram.
Tantos berros e eu sentado...

As imagens percorrem-me, tocado,
Da vinda, da perda, da morte!
Esta lágrimas, a minha sorte...
Tantas lágrimas e eu sentado!

Num monte de escombros ressuscitado,
Numa recordação breve da crueldade,
Num pedaço de inferno sem piedade...
Neste Inferno, arrebatado... Aqui eu estou sentado.

23 de janeiro de 2009

Calmo, Quieto...

Calmo, Quieto...
Sincero, Imundo, Discreto...
Do Silêncio inexistente,
Verdadeiro e Inocente...

É-o e ninguém vê...
É-o e ninguém... Porquê?
É no seu ambiente distante...
Inteligente, Contrastante...

Lá... Lá foi feliz.
Foi o que sempre quis!
Seu sabor... Sua paixão...
Destino seu, na tua mão.

Então...Então porquê?
Porque ninguém vê?
É o paraíso do brilhante...
Esquecido pelo ignorante.

Aprendi...
Hoje aprendi!

19 de janeiro de 2009

Inverno

Cerrado...
Inverno este que nos condena...
Triste e enganado,
Perdido e desgraçado...
Um embalar que envenena...

Discreto...
Inverno este que nos consome...
Sinistro a céu aberto,
Escuro a descoberto,
Magia esta que nos engole.

Apaixonado...
Inverno este que nos estima...
De tela fina e sonho amado,
De fogo incerto aqui pintado,
Mão do homem que assim inclina!

E vemos, E ouvimos, E sentimos...

Quem sou e porque o sou...

Quem sou e porque o sou?
São questões do intelecto...
Sentido óbvio que esvoaçou,
Nosso passatempo predilecto.

Não sei se o sou nem porque o serei...
A sonante realidade constatada.
É o poder, sempre esquecido num rei,
Um futuro, sem conto nem fada.

Sou-o e sei porque o sou.
Uma raridade no ser incerto,
É o destaque que ressalvou...
O Heroi que surge, o Heroi correcto.

Aprendam...Aprendam por favor!

16 de dezembro de 2008

Pensamento #10

O desleixo é interessante,
O desinteresse alheio,
Que ignora o Importante!
Que desconsidera, em si chocante!

Sem mágoa no semblante,
É assim o interesse alheio...
É assim, preocupante...

Indecisão

Perdido e desencontrado,
Na sua ilha trespassado.
Indeciso e sem questão,
Na duvida e com razão...

Inocente no cartório,
Diferente, e é notório.
Incapaz nas questões, nas acções,
Com medo, pelas ilusões...

É-o, o que sempre serei,
Jovem. Feliz. Despreocupado.
É-o, na pele que enverguei...

Foi outrora o visado,
Perdido. Distante. E enganei...
Foi, outrora, preocupado.

O Ritmo cresce, violento...

O ritmo cresce, violento,
Calmo, Suave...
Inquieto e desatento,
em desalento,
Lá vai ele na sua nave...

Incessante...
Assim regula, ele a vida.
Vai mudando seu semblante,
Pelo mundo ambulante,
La vai na frase sentida...

Vai, veloz!
Mais rápido, cada vez mais.
Não para, segue por nós,
Não se cala sua voz,
Não, nunca mais!

Vai! Vai! Vai!
E não para!
Sem o medo que distrai!
Não para!...Até que cai...
Não luta mais...diz sua cara...

Não luta, Não sente, Não fala sua voz!
Um dia D em todos nós...

Mudou-me...

Mudou-me...
E mudei assim.
Tocou-me...
E senti assim.
Chorou-me...
E fê-lo por mim.
Deixou-me...
Não mais tocou em mim.

Deseja-me...

20 de novembro de 2008

Pensamento #9

Inspirador...
Decidido e de certeza,
Visionário e coordenador.
Uma surpresa,
Finita e em beleza...
Da Vida. Do planeta. Do labor...

Iniciação

Violência dizem alguns.
Violação, outros tantos.
Tradições de mundos nenhuns,
Sofrimento e desencantos...

Enganados, penso eu.
Ofuscado, o mundo não esqueceu,
Os delitos de poucos generalizados,
Muitos, grandes discriminados...

É a celebração idiota,
Do mundo jovem, da despreocupação.
É a diversão e o traje janota,
É a primeira recordação.

Mas é a felicidade,
É a alegria e a diversão...
É ficar "bêbado" pela faculdade!
O esquecer, o descansar, o perdoar o mundo cão!

Ainda bem que existem!

3 de novembro de 2008

Pensamento #8

Santos? Não os há...
Herois? Poucos, e não por cá...
Só animais e velhos imundos,
Só zeros, e medos profundos...

É pena...hoje passa-me ao lado...

30 de outubro de 2008

Fascínio

O valor da idade.
No sol quente que nasce alguns dias,
Uma luz que clareia visibilidade,
Que impede noções vazias...

Um sonho inquieto.
Que respira insanidade,
Vivo, impossível, discreto,
Desprovido de equidade...

Inviolável como nada.
É inocente como tudo,
A voz inesperada,
Desarmada...
Invoca em si o grito mudo.

Ou será que não?

27 de outubro de 2008

Pensamento #7

Prefiro guardar escondido,
Prefiro defender meu ideal.
Ser justo comigo,
Ser verdadeiro como consigo,
Noutra altura, Noutro local...

Para escrever condicionado,
Prefiro não escrever...

26 de outubro de 2008

Pensamento #6

Infeliz conceituado,
Deste planeta disfarçado.
Inocente nesta desilusão,
Aproxima-se a escuridão.

Ele não se deixa...

É fantástico...

É fantástico o reconhecimento,
Aquele momento...
Em que o mundo, tão bem nos vê,
Que sentimos sem saber porquê...

O admirar inocente, do trabalho escondido,
Elaborado por alguém desconhecido.
O sorrido do homem bastidor.
Felicidade efémera que não perde sabor....

Fascinante,
Aquele que o sabe mas não o sente,
Aquele que não o ouve pessoalmente,
Aquele que esconde sem querer
Humilde? Sempre a perder!

Quero sê-lo!
O interiorizar será que o consigo?

11 de outubro de 2008

Mentiras...

"Mentiras...
Não passam de mentiras."
Assim diz a voz do povo
Angustiada. Nada de novo.

São agora e foram antes,
Antepassados nada distantes,
Invejados pelas qualidades,
Esquecidas suas maldades.

Somos assim tão limitados?
Tão esquecidos? Tão enganados?
Assim tão básicos e manipuláveis,
Que vemos gigantes inabaláveis?

Falta-nos inteligência...

28 de setembro de 2008

Pensamento #5

Ruíu o que pensava, acabou. 
Escureceu, abandonou. Adormeceu e congelou...
Fingiu tudo, não fingiu nada,
Vicio estranho: Conto de fadas,

É domingo,
Quente e resguardado,
O céu chora do outro lado...

20 de setembro de 2008

O meu Ser

Intitulei-me de poeta,
Há dias que o fiz...
Serei mesmo "Poeta",
na forma que o mundo diz,
pela forma, pelo jeito, pela meta,
pelo que fiz?

"...o poeta sou eu.", saiu-me,
Com arrogancia e confiança,
Descentrada na balança...
Saiu-me...

Irá sair novamente?
De que forma? Inconsciente? Inocente?
Não sei se o quero, ou se o mereço,
Não sei se o espero, ou se me reconheço.

Mas saiu-me...
Um dia saberei.

8 de setembro de 2008

Meu paraíso!

Desfalece...

Vai apodrecendo lentamente,
O paraíso existente na terra
dos antigos, vencedores de guerra.
Vencedores esquecidos, certamente.

Um monstro consome-o.
Envolve-o...
Dilacera tudo lentamente!
Transforma o belo em indiferente...

Vem acontecendo à anos...
Todos constatam, e sem enganos.
"Isto no futuro vai acabar!"
Mas a inércia insiste em perdurar...

Belas montanhas de areia, destruídas!
Casas afundadas...
Seres lendarios, consumidos,
Mundos que só revividos...

E desfalece.
Para minha tristeza, desfalece.
Pela inércia, Ela desfalece...

Pensamento #4

Pensei em ti, em mim,
Em nós e tudo mais,
Nos pormenores fundamentais!
No teu fundo doce e de jasmim.
No mundo incerto que tens para mim.

Cativas-me!

12 de agosto de 2008

Ilude-me o poder...

Ilude-me o poder...
A capacidade...
Ilude-me a verdade,
O que julgo saber.

Desconheço se sou capaz,
Se o destino me apraz...
Se foi feliz ou furtivo em vão,
Sopro meu, da escuridão.

Tenho de continuar...

11 de agosto de 2008

O Momento

O Momento,
Já foi...

Demorei...mas percebi,
Que o momento ficou para trás.
Que o perdi...
Que longe jaz...

Mundo sonhador este...
Que ignora males e medos,
Que trespassaste com teus torpedos!
Foi o mundo que me leste...

São inúmeras as duvidas e interrogações,
Inúmeros os pensamentos e hesitações,
Discretos, desafectos deste ambiente...
Permissivos do inocente...

Ou será que não,
Que é mole demais este coração?
Que existe culpa a atribuir...
Que existiu cobaia para te servir?

O momento certo...esse já passou.
Já foi.


Boas Férias, o Pensamento de Escape volta em Setembro, com material novo certamente.
"Stay Tunned"

Pensamento #3

Temor eterno que saboreei,
Que encontrei e que vivi,
Que julguei e percebi
Finalmente, e que senti...
Ó se senti...

Passou.
Mais ninguém...

15 de julho de 2008

Pensamento #2

Alguém me explica estes sujeitos?
Estes nomes, estes conceitos?
Este sentido, patenteado por nós...
Evolução...Instinto, é essa a nossa voz.

Intelectuais presos a imposições.

9 de julho de 2008

Pensamento #1

Escrevinhei o céu e o mundo, só para ti
A terra numa paisagem abismal,
Vivi contigo, e em ti me senti
Com sonho eterno. Um sonho igual.


(Uma nova ideia...espero que gostem destes meus "pensamentos")

6 de julho de 2008

Processo Criativo

Fujo. Escondo-me...
Não quero já este fluxo de pensamentos,
Todos estes momentos e sentimentos.

Toda esta velocidade...
Não a controlo. Peço que espere,
Só um bocado... Peço que espere...

Peço tempo para me organizar.
Para fixar o mundo, e num lugar...
Tempo para pensar e reflectir...
Intelectualizar o que sentir!

Quero espaço para pegar suavemente,
Para escrever com o Consciente!
Para ver de olhos fechados!
Sonhos efémeros, sempre apagados...

"Espera! Peço-te, por favor espera!"
Um Grito, p'ra minha mente. Uma fera.
Lá em cima? Só sombra! Só silhueta...
No coração? Seguro minha caneta.

Calmamente... sem ti, sem eles, sem voz...
E escrevo!

30 de maio de 2008

Uma Semana...

...

O melhor, a alegria!
Um fantasma que já pedia
o seu momento junto a mim,
Verdade era que não queria assim.

Queria mais e todo o dia,
Repleto de fantasia,
De magia e de paixão...
Amor Eterno. Revelação.

É o creme de tanto doce...
Apaga e disfarça. O mal que fosse.
Em todo o momento convida,
Com razão exalta a vida.

...

Inconsequente...
É o trabalho do dia vigente,
É verdadeira a apatia,
Tanta. Profunda esta agonia...

Quero fazer mais, não consigo.
Estou preso aqui comigo.
Quero mas não deixo esta prisão...
Invisível. Escondido. Em negação...

...

Um novo dia...
Esqueci o passado.
Esqueci o que acontecia,
O que foi e parecia,
O mundo fútil revoltado.

Voltei para a paixão.
Apaixonei-me, e sabe bem dizê-lo,
Abri meu mundo e dei a mão,
Abri meu coração...
Sim...voltei a fazê-lo...

Foi pelo sorriso inocente,
Pelo paraíso desconhecido....
A atitude inconsequente,
Irreflectida e indecente,
O inferno imerecido...

...

Continuo a perder-me, nestes momentos,
Que faço nestas horas, tão vagas de sentimentos.
Tão estúpidas e inúteis,
Tão longas e tão fúteis,
Tão breves cumprimentos, Tão breves pensamentos.

Quero mudar a forma do meu saber,
A forma como aprendo, a fundo quero ver.
Quero conhecer, quero sentir,
Quero falar, quero ouvir,
Quero mudar e não perder, Quero viver e perceber...

...

Quarta feira dia eterno...
Dia de luta no mundo moderno.
De aprendizagem e conquista,
Do inferno terrorista...

Dia de grandes revelações...
O mundo mexe. Quebra corações.
Dia de inflexibilidade e mudança...
O mundo fixo. Nunca se cansa!

É infeliz e é bem disposto...
É sozinho e sobreposto.
De lágrimas incontinente
De choro e riso. Ei-lo inocente!

É simples...malvado como tudo,
Mudo...Sim, Mudo!
Ruidoso e Abandonado,
Filosófico e Complicado...
...

Hoje fui testado...
Duplamente. Fui testado.
Posto, perante o juízo da multidão,
Com o mundo em mim, meu coração na mão.

Passei por cima, ascendi,
Perdi meus medos e cresci!
Aprendi e não sorri em vão,
Saí do fundo, venci...
Venci o medo da desilusão!

...

É sexta-feira.
Sozinho aqui...
Perdido de tal maneira,
É mesmo sexta-feira,
Esqueci e já sorri!

Penso em objectivos,
Em mundos e consequências...
Em ti e negativos,
Aspectos positivos.
Que procuro nestas ciências.

De Portugal para o mundo,
Não quero nem penso.
Não me sinto tão imundo,
Pensando ir tão fundo,
O inverso do país. Imenso.

São sonhos e paixões.
Consequências de vidas,
De influências, de negações,
De ideias e de visões...
Verdadeiros toques de Midas!

É sexta-feira.
E é sempre assim...
Sem nunca ter sido primeira,
É mesmo sexta-feira,
E é o só para mim.

27 de maio de 2008

Foi ontem...

Foi ontem...
O mundo mudou...escureceu.
Traído pela vontade do que julguei meu
Acreditei, até ao fim,
Julguei o que não era assim,
Fiquei-me pelo caminho...
Perdi tudo em remoinho,
Que nem espiral,
Sugando o bem e não o mal...

Mas abri os olhos...tarde mas...
Abri...
Não falarei mais...

26 de maio de 2008

Acontecimento

A paixão que nos rodeia,
E o mundo, numa ameia,
O inferno e o céu, unidos,
Fracos, hesitantes e tremidos...

Voámos hoje nesse planeta,
Que nem astrónomo com cometa,
Avistámos inocência,
Amor e sexo. Inconsequência.

Foi hoje esse senão.
Ligaste. Fugi que nem cão.
Senti-te finalmente.
Tremi e disse não. Serei doente?

Espero-te amanhã,
Perto desta estrela, anã,
Gigante junto a nós,
Desencontros. Eternamente sós.

Espero que sim!
E grito-o bem alto, assim,
Voo bem alto, bem mais
leve, eliminando os demais.

26 de abril de 2008

Aquilo que escrevo...

Aquilo que escrevo, aquilo que digo,
Aquilo que vejo, aquilo que vivo...

São lágrimas...do povo que nos fez.
São lágrimas, que choro mais uma vez.

Um povo orgulhoso e bem parecido,
Num mundo louco e desconhecido,
Partiu corajoso, em descoberta!
De ouro e fama, de guerra aberta.

Perdeu, e desgostoso voltou...
Re-ergueu-se das cinzas e despertou.
Amou, sofreu, falhou e renasceu,
Inspirou-se, viu o mundo e cresceu!

E continua...numa metáfora alucinante,
Desejoso do fim, sempre inconstante.
Olhou para trás e para o passado...
Reviu-se...nesse grande país do Fado.

5 de março de 2008

Só para mim

Onde estou?
Não me revejo...
Neste mundo, almejo
Pessoa que já não sou...

Realizado? De momento
Talvez, mas sem razão.
Não quero compaixão,
Arrisco-me no sentimento.

Saltito para o vazio, não
sabendo o que me espera,
o que me atira o mundo bera
em que vivo, satisfação...

Quero a cura, o fim
Da dor que me impede,
Do dom que me concede
O Universo, só para mim...

Este é só para mim...

27 de fevereiro de 2008

Produtividade

A minha produtividade espanta-me,
Surge nestes momentos, encanta-me,
Sem convite preciso,
Sem sinal e sem aviso.

Para me salvar,
Para do mundo me libertar,
Para me perder no seu encanto,
Noutro planeta, noutro recanto,
Surge sem ser desejada,
Mas oportuna e dotada,
Aproveitado o som que não a chama,
E o mundo que a não reclama...

Salva-me do inútil,
Do parvo e do fútil.
Salva-me das poucas linhas de valor são,
Devolve-me sentido, cabeça, atenção,
É a voz da minha razão...

E da verdade...
É o sim...a minha produtividade.

22 de fevereiro de 2008

Comum

Sai cedo, quando amanhece,
Abandona o leito, que o fortalece.
Parte à conquista, do mundo exterior,
Vence o fantasma...o medo da dor.

Cresce deitado,
Feliz. Despreocupado,
Cresce em vão,
Sem saber e sem razão.

Mas cresce, e vence agora,
Esse passado, futuro de outrora...
Momento distante, inesquecido,
Visão perpétua que teria sido...

É ainda novo,
Este aqui, herói do povo,
Não um qualquer, um herói mental!
Um herói da vida real...

Luta agora contra a rotina,
Que o sufoca, que o guilhotina.
Obstáculo vil, da vida laboral,
Um fantasma sentimental...

Abraça a vida com leviandade,
De quem não quer, de quem de idade,
Vive o mundo desencontrado
Em mente, um corpo reformado.

Parece perdido, vivendo em vão,
Procura o sonho do coração,
Encontra o futuro, em veludo,
Sente o calor de um beijo mudo.

Vive o momento, entrelaçado,
Ele é feliz. Apaixonado.
É um qualquer, um herói mental!
Um herói da vida real!

11/02/2008

6 de janeiro de 2008

6 de Janeiro

É engraçado saber o que sinto,
É engraçado saber que o sei,
É engraçado porque me minto,
Finjo não saber aquilo que dei...

É assustador concluir isto,
É mais ainda saber que o fiz,
É porque o sentimento é misto,
Fi-lo porque assim o quis...

Minhas razões, só eu as sei,
Fundamentos nem sei se os tenho,
Sei que em ti perdi, e a ti me deixei...

Apesar de tudo em mim retenho,
A felicidade que resgatei,
É ela que recordo, É ela que contenho...

Passaram meses...
Hoje sou eu de novo...

26 de dezembro de 2007

Musical

De velocidade sem multa...
É um segredo.
Uma força oculta,
É um rochedo...

Meio invisível,
Sem presença espacial,
De controlo impossível
Uma força sem igual

Ouve-se...
E ouve-se bem!
Sente-se...
num sitio...
Num sitio com alguém.

Pura magia!

17 de dezembro de 2007

Global...

O mundo para,
O mundo chora,
Repara mas não decora.

O mundo vê,
O mundo sente,
Lê, mas não desmente.

Mundo feliz,
Mundo cão,
Mundo que quis, Mundo que não.

Mundo constante,
Mundo com verso,
Mundo distante, mundo Perverso.

Agora tudo, enfim...Agora
quero-te mundo lá de fora...
Há mais...

8 de dezembro de 2007

Aleatório

Pensamos o futuro e o passado,
Imaginamos e revivemos os momentos,
Os sentimentos, as acções e pensamentos,
Atravessamos do infeliz ao encantado.

Parados no tempo...
Assim, avançamos quietos...

7 de dezembro de 2007

Metáfora de Existência

Aquilo que escrevo, aquilo que digo,
O que vejo e aquilo que vivo,
São lágrimas do povo que nos fez,
São lágrimas, que choro mais uma vez.

Um povo orgulho e bem parecido,
Num mundo louco e desconhecido,
Partiu corajoso, em descoberta,
De ouro e fama, de guerra aberta!

Perdeu, e desgostoso voltou,
Reergueu-se das cinzas e despertou,
Amou, falhou e assim cresceu,
Inspirou-se, viu o mundo e renasceu.

Povo este, de bela convergência,
Um ser humano...
Uma metáfora de existência.

6 de novembro de 2007

Sonho

Efémero, emprestado,
Fútil e revoltado.
Momentos de outrora,
Momentos de agora.

Fantástico, proibido,
Ambicioso e vencido.
Sentimento passado,
Revivido acordado.

Passou, perdi,
Foi bom, esqueci.
Momentos de outrora,
Momentos revividos agora.

26 de outubro de 2007

Um pingo...

Um pingo...

Que fica da chuva que cai,
Faz o sopro que vai,
O peito sentido em vão....
O sonho, perdido na escuridão...

O mundo sem vigor,
Sem sentido, sem cor.
A vida, eterna vencida,
Prossegue assim, prossegue sentida.

Orgulho desconhecido,
Que sente enternecido,
Vaidosa a perseguição...
Do sonho, perdido na escuridão.

22 de outubro de 2007

Festa, Alegria...

Festa, Alegria,
Pensamento e Fantasia.
Álcool, psicotropia,
Sexo e companhia.

Paixão, amor,
Gelo e calor.
Sabedoria, ardor,
Diversão e muita cor.

Amizades novas, antigas,
Reencontrar pessoas conhecidas.
Paixões, experiências vividas,
Recuperar relações perdidas.

Viva a Faculdade!!

1 de outubro de 2007

Hard to know, where to stand...

Hard to know, where to stand,
Hard to know, what to emend,

Indecision rules our finest our,
A shining moment that turns out sour,

A bonding dinner you can enjoy,
With hate and tears, with love and joy,

Future is, at best a break,
To find a path, to choose and take...

We should all do it.

21 de setembro de 2007

Um dia...

Mais um dia sem tua imagem,
Um dia sem toque, sem mensagem,
Um dia...

Um dia triste, apagado,
Ansioso, pesado e preocupado,
Um dia...

Um dia vazio e sem porquê,
O receio treme e o passado lê,
Um dia...

Um dia que quase mudou,
O sentimento cresceu e o tempo custou,
Um dia que já acabou.

(10/08/2007)

30 de julho de 2007

The perfect sentence...

I search, I can't find,
The words, their on my mind...

Your breath, just a part,
Of you, deep in my heart...

Your face on a reflecting glass,
A morn when I see you pass...

A thought of what will be,
Hope, future holds for me...

A kiss, a shining star,
A glimpse of who you are...

A perfect moment, at sunset
This feeling, since we've both met!

I Will not loose you, not now, not ever!
In time we'll say it,
In time we'll say forever!


O Pensamento de Escape vai de férias, até dia 15 de Setembro!

Batalhas

Uns tentam, uns conseguem,
outros insistem, não percebem.

Persistem, inventam,
Na mentira se contentam,

São tristes, patéticos até,
Perdidos, sem razão ou fé...

Não esperem..
É pesaroso, humilhante,
Encontrem-
-se, num acto triunfante.

26 de julho de 2007

Sabe bem

Sabe bem...
A tua pele na minha mão,
Sabe bem!
E não consigo dizer não;

Sabe bem...
O teu carácter fugidio,
Sabe bem!
Sabe e eu sorrio,

Sabe bem...
O teu carinho, o teu olhar,
Sabe bem!
E não quero largar,

Sabe bem...
O teu apoio, a tua companhia,
Sabe bem!
Sinto força, alegria,

Sabe bem...
A tua beleza, o teu beijo,
Sabe bem!
Sinto-me feliz, sinto desejo!

Sabes-me bem...

17 de julho de 2007

Tempo sem Espaço

Longe e separados...
Insistidos na distancia,
Sofremos afastados,
Saudades da circunstância.

Quase não te vejo,
Oiço-te raramente,
Sonho...mas não prevejo,
Dou-me descaradamente.

Fez sentido...
Que nem canção e fado,
De um mundo desaparecido,
De um mundo fustigado.

16 de julho de 2007

Stronger

You hide your fear,
As you do your pain.
You sense it near,
But there's no gain.

You are stronger.
Your heart beats louder.

You give it all,
Fulfilling your part.
You fell down small.
That empty heart...

Stop crying on the floor as you shall prevail.
You'll fight once more and WILL not fail!

I am indeed stronger,
I did not fail...I hear its echo...

11 de julho de 2007

Patético

Há as que ficam e permanecem,
Há as que passam e se esquecem,
Mas tu não...

Há as que induzem em paixão,
Há as que arranham alma e coração,
Mas tu não...

Há as que são feias ou giras,
Há as que dizem mentiras,
Mas tu não...

Há as que são bem ou mal feitas,
Há as que fingem ser perfeitas,
Mas tu não...

Tu és mais...és o que és.
Não vais nem permaneces,
És o mundo a meus pés,
És perfeita, sim tu és,
A resposta às minhas preces!

2 de julho de 2007

Meu Fado

Fado triste...
Fado cansado...
Em mim sorriste encantado.

Gostava eu,
E tu que eu sei,
Coração meu, que eu te dei.

Não soltas...
Não queres largar...
Sofro voltas, vou me magoar.

Fado triste...
Fado cansado...
Sonho triste e condenado.

Porquê?

17 de maio de 2007

Mankind

People come and people go,
People think but do not know,
Shining bright the deepest night,
Darkness covers the strongest light.

All is lost, therefore forgotten,
In our graveyards, history has rotten.
Life is held, by a shred of rope,
There is no future, there is no hope!

Our fathers deeds, we don't recall,
Our biggest needs, we ignore them all!

The world is doomed, we'll all die,
Will cities burn, will children cry?

And yet we resist,
We try to fight,
For a way to exist!
For love with might!

Man is not doomed,
Man can enhance,
We're still not ruined,
There's still a chance!

3 de maio de 2007

Egoista Estupidez

O mundo passa por mim,
Vejo-o mas não o sinto,
Procuro razão num poço sem fim,
Mas não encontro, minto,

Uma réstia que sobrava,
Agarrei-a, senti-a na mão,
Vi livre um pássaro que passava,
Vi-o livre mas sem razão.

Serei melhor ou só diferente?
Conhecendo o bem farei o mal?
Será útil ser independente?
Será útil ser meu rival?

O mundo passa por mim,
Vejo-o, sinto-o mas não percebo...
Não a procuro ainda assim,
Não a procuro mas não concedo.

25 de abril de 2007

Em águas profundas...

Em águas profundas,
De terrenos mortos,
Viviam imundas.
Em contornos tortos.

Longe da claridade,
Do calor e da coloração,
Desprovidos de vaidade,
Desprovidos de paixão?

A sua vida tem um custo,
Uma luta incessante,
Um mundo em tudo injusto
Um número inconstante.

23 de abril de 2007

Distância

Fisicamente, afasto-me...
Fico longe de ti.
Fisicamente, afasto-me...
Mas estou também aí!

Prossigo o meu tormento,
Este caminho que não quero.
Os dois juntos, um momento,
Aquele que eu sempre espero.

Apesar da longa distância,
Do terreno que nos separa,
Diferente emocional circunstância,
O meu coração bate-te e não para...

Fecho os olhos, procuro dormir,
Não pensar na saudade de tocar,
Vejo-te, Sonho-te, estou a sentir...
...Estou a sentir o que é amar!!

Juntos na fonte, no rio,
Em Sintra isolados,
No silêncio quebrado, um pio,
Beijo teus lábios encantados.

Na vida ou na morte,
No Inferno ou no Céu,
De coração munido e forte,
Juntos, protegidos pelo branco véu.

Aqui junto a mim, aqui contigo...
Ti volo molto, aqui comigo...

15 de fevereiro de 2007

Escuridão Musical

Fecho os olhos...sinto,
Ela desliza lá fora,
Intenso, o céu chora,
Intenso eu o sinto.

Um embater constante,
Que só os ouvidos olham,
Os tremores que molham,
E o vento sussurrante.

Que bela manifestação,
Que os olhos não escutam,
Os elementos que lutam,
Lá fora na escuridão.

Uma combinação despercebida,
A quem segue com o olhar,
Uma magia a encontrar,
Uma magia que só ouvida...

Acordo de repente,
E a chuva não caía,
A sua beleza que percebia,
Fora um sonho tão somente.

27 de janeiro de 2007

Ideias Mentirosas

A impressão que no momento tenho ,
Da tua presença na minha vida ,
A imagem, a visão que de ti retenho,
Na minha mente como desenho,
É diferente da difundida.

Coloco-te sempre num pedestal,
Sinto, numa palavra, veneração,
Vejo-te sem igual,
Penso-te bem e nunca mal!
Sinto como que fogo no coração.

Mas as paredes contam diferente,
Passam uma noção que não é tua,
Mentem tão completamente,
Desejo intimamente,
Que a verdade reponha honra tua.

Se calhar vejo coisas...Se calhar está tudo na minha mente...
Queres ver...será que também eu estou demente?

8 de janeiro de 2007

Espelho Perfeito

O calor, a paixão.
O suor, a emoção,
O tremer do coração...

A vida, o rugido,
As acções, o sentido,
O segredo dito ao ouvido...

Os pequenos momentos...
Partilhados na ausência do mundo...
O fulgor, a força dos sentimentos!
Do nada...o início do verdadeiro amor profundo!

As palavras cujo valor ultrapassámos,
As intenções que nunca questionámos,
A vergonha que, juntos, abandonámos,
A paixão que ambos começámos...

6 de janeiro de 2007

Hoje...

Hoje...
Hoje quero escrever até não poder mais...
Quero abrir as capas dos jornais,
Quero sentir a adrenalina fluir-me nos dedos,
Quero debitar palavras, letras, vogais...
Quero escrever algo com um reflexo dourado..
Vou escrever algo digno de poetas tais,
Vou rabiscar e rabiscar até o lápis se ter queimado,
Vou desenhar um texto belo, oh meu texto adorado!

Vou escrever um livro, um romance, uma epopeia!
Um texto cujo eco chegue à Coreia,
Um texto suave, sibilante, sábio, sensato,
Um texto fino como a areia!
Uma conjugação de palavras tal,
Que como canto de sereia, será som que saboreia,
Numa palavra: fenomenal!

Vou escrever para me soltar...
Para descarregar o fluxo de palavras que retenho!
Vou escrever para me libertar...
Enfim, agora calmo, sereno...Agora me contenho...

5 de janeiro de 2007

Seremos nós...

Seremos nós livres, independentes?
Pirilampos reluzentes,
Num enorme parque de diversões?

Ou seremos peças de xadrez?
Sem ter direito a "porquês",
Num enorme tabuleiro somos peões?

Faremos nós realmente o que queremos?
De facto livres seremos?
Eternos na escrita do poeta.

Que seremos nós então, senão peões?
Talvez cinzas de vulcões?
Corredores em busca de uma meta.

O que nos mantém então neste mundo?
A procura de um amor profundo?
O sorriso de uma ultima despedida?
A luta? A derrota? Ou esta guerra perdida?

2 de janeiro de 2007

Musa

Um hino à tristeza como musa que é...
A sua interpretação depende de quem lê, e do que essa pessoa sente...


Com um sorriso esforçado,
Aguardo a angustia demorada,
Qual guerreiro sem espada,
Espero. Espero calado.

Olho o relógio de lado,
Vejo os minutos vividos,
Os segundos esquecidos,
Espero. Espero calado.

Sinto o desejado,
Sinto-me escritor sem pena,
Sinto-me poeta sem poema,
Sinto...e espero calado.

Passeio-me incomodado,
Pelos jardins do coração,
Espero pelo fogo da canção.
Espero...e faço-o calado!

Será que virás?
Se sim porquê a demora?
Vou-me...não espero mais agora...

28 de dezembro de 2006

O Por-do-Sol

É o principio e o fim,
A união de mundos opostos.
É o céu para mim,
A união de equilíbrios repostos.

É o céu na terra,
Uma perfeição harmoniosa.
Não há conflitos, não há guerra,
Apenas uma calma prazerosa.

Um fundo eterno,
Um ritual despercebido,
Esquecido pelo mundo moderno,
Mar, Sol e seu cupido.

Momentos únicos fomenta,
Paixões perdidas desperta,
Reflexos dourados ostenta,
Em ternura nos aperta.

Chama pelo nosso olhar,
Tranquiliza-nos a alma,
Seu fim vou aguardar,
Quieto, concreto e com calma.

Tem beleza proibida,
Olhá-lo é punível,
Tem uma metade escondida,
Incrível, o Por-do-Sol é incrível!

2 de dezembro de 2006

Amor é...

Tema que já todos abordaram...cada um com a sua perspectiva muito pessoal. Na maioria das vezes tentaria fugir do habito, do genérico, do que todos escrevem...tentaria ser diferente. Mas...com um tema tão forte e tão pessoal tal é impossivel...Aqui fica a minha visão do amor.

Amor é...

Querer estar e não poder,
Ter consciência mas não saber,
É tentar estar longe e não conseguir,
É chorar ao ver partir...

É pensar ao acordar,
É ver e não respirar,
É imaginar antes de dormir,
É estar longe e não sorrir...

É tremer com a ausência,
É enlouquecer com a impotência,
É fingir que tudo está bem,
É não ver mais nada nem ninguém,

É dar tudo por alguém especial,
É sentir e fazer algo sem igual,
É adorar e dar tudo por tudo,
É ouvir um não e ficar mudo...

É sentir algo muito profundo,
É arriscar tudo, dar o mundo,
É sofrer com a saudade,
É querer mais do que amizade...

No fundo,
É o que sente quem nos dá comer,
E todos os que nos viram crescer,
É o conselho de um bom amigo,
É o que me faz querer estar contigo...

22 de novembro de 2006

Desespero na Saudade

Na escuridão procuro,
o teu sorriso disfarçado.
Escondido,
por entre sombras perdido,
num esconderijo condenado.

Espreito entre a penumbra,
Aguardando a tua chegada.
Calado,
no meu canto, reservado,
sofro esta angustia demorada...

Questiono-me se vens,
E se sim, porque te atrasas?
Fico à espera de sinais,
de amor e muito mais.
Imagino-te e ganho asas...

Vejo-te nas paredes,
Sempre bem, sempre a sorrir.
E vejo...
Sonho com o beijo,
Sempre a acabar, sempre a fugir...

Desapareço do mundo,
Na ilusão que permanece.
Sou consumido,
Fico perdido,
Numa paixão que ainda aquece.

Sinto cada detalhe,
Magoa-me esta distância.
Vejo-te ausente...
Não sais da minha mente,
Ecoas sem ressonãncia.

A cada momento sem ti,
O meu coração aperta.
Ambiciono a tua entrada,
Olho e não vejo nada,
Vejo-te numa porta aberta.

Sou impelido a continuar,
Esta luta desconhecida.
Sem uma pausa,
Luto por uma causa,
Por muitos dita perdida...

Os dias passam,
O sentimento fortalece
Que nem explosão
De lava, num vulcão,
Um calor que não arrefece.

A penumbra é então substituída.
Pela luz da madrugada.
Em raios multicolores,
Que unem dois amores
Vitimas de tudo...Vitimas de nada...

Ajo...e abro-te a porta,
A porta do meu coração.
Aparentemente frio,
E um pouco vazio,
Mas repleto de sensação.

Sinto-me vulnerável,
Mostrei-te minhas fraquezas.
Usa-as bem,
Aproveita-as também,
É raro baixar as defesas.

Irrito-me com facilidade,
Tenho ciume permanentemente.
Sinto sofrimento,
E a raiva do momento,
Que me abandona de repente...

Provocas-me tremenda ansiedade,
Tenho medo que desapareças.
Na noite, na escuridão
Que me deixes na solidão,
Que fujas e me esqueças...

Quando entras, sigo-te com os olhos,
Admiro esse sorriso meu.
Esse olhar descontraído,
Por vezes perdido,
Cujo dono sou só eu!

A incerteza domina tudo,
Neste mundo encantado.
Envolvido pelo escuro,
Desconheço meu futuro,
É este o meu grande fado!

14 de novembro de 2006

Do Vazio ao Desgosto

Um vazio...
É o que sinto quando não estás aqui,
Sonho, tremo...pergunto-me se te perdi...

Emoção...
É o que sinto quando te vejo,
És o meu ar, a minha vida...a mulher que eu desejo...

Sufoco...
É uma situação que não prevejo,
Mas que sofro, que sinto...quando me negas um beijo...

Alegria...
É o que sinto quando me elogias,
Sorrio, choro...rendo-me às tuas magias...

Desgosto...
É o a dor que não quero sentir...
Rezo, luto, PEÇO...para não te ver partir.

E tudo isto porque sinto
Que não sou uma prioridade
A frente de ti minto...
Esconde-me uma falsa felicidade...

11 de novembro de 2006

Vejo, conheço, sinto, procuro...

A conclusão de um que estava "meio feito", no fim de um caderno muito rabiscado...

Vejo, conheço, sinto, procuro,
A tua voz no meu escuro...

Escrevo, divirto, elogio, ofereço,
Para provar que te mereço...

Penso, vivo, imagino, sonho,
Um momento nada medonho...

Adoro, tremo, transpiro, desespero,
Espero pelo teu amor sincero.

Arrependo-me, sinto, temo, receio
Escrevo, Corrijo e para ti poesia leio!

Magoado, ferido, apatico, choro!
Quando dizes: "eu não te adoro..."

No fundo vejo, escrevo, penso, adoro,
Sonho, desespero, receio e choro!

Ausência

Um antigo que cá tinha...
Mais memórias de um verão verdadeiramente "eterno"!

Não sei onde estás,
Ou se estás bem humorada...
O vento não te trás,
Penso coisas más,
Estás muito demorada...

Culpo-me pelo que não fiz,
Faço filmes na minha cabeça,
Assim, não o quis...
Todos com fim infeliz,
Todos para que não te esqueça.

Sou vergado porque tenho medo,
Invade-me toda a sensação,
Recordo tanto segredo,
Contigo saí do meu rochedo,
Prevejo agora desilusão...

Busco a lucidez...
Que me diz que tudo está bem,
E com rapidez,
Ergo-me mais uma vez,
E penso, ela vem!

Tudo volta ao normal,
A escuridão desaparece.
Abandona-me todo o mal,
E depois deste tempo abismal,
A paixão ainda nos aquece!

Quando sinto do coração.
Cada segundo encaderno.
Toda a proximidade é satisfação,
Toda a separação maldição,
e um sofrimento que parece eterno.

Fico feliz...
Ainda bem que acabou...

23 de outubro de 2006

No acaso conhecidos...

No acaso conhecidos,
Entre torres de grandeza,
Fugitivos perdidos,
(Por momentos distraidos),
Sairam de suas fortalezas.

Em palavras que seduziam,
Atrairam-se mutuamente,
Com o coração pediam,
sentiam,
E afastaram.se de repente.

Separados em contratempo,
Reunidos pela vontade,
Varridos pelo tempo,
que momento,
Que lembro com saudade.

O futuro?
Só nevoeiro e incerteza,
Infinitamente perduro,
o escuro,
E antecipo a surpresa.

5 de julho de 2006

Parabens Mãe!

Neste dia especial,
Resolvi para ti escrever,
e dizer:
Gosto muito de ti,
Nunca te quero perder!

Parabens mãe!

23 de maio de 2006

Suh :)

Sem ela não sou nada,
Sem ela não sou ninguem,
Sem ela não vejo nada,
Sem ela, recorro a quem?

Sem ela perco-me no escuro,
Sem ela eu caíria,
Sem ela não estaria seguro,
Sem ela, quem me guiaria?

Sem ela já me tinha fodido,
Sem ela eu teria problemas,
Sem ela eu seria esquecido,
Sem ela, quem ouviria os meus dilemas?

É uma miuda especial,
Da qual só posso dizer bem,
Livra-me de todo o mal,
Para ela, eu estou aqui tambem ;)

18 de maio de 2006

O Skiming!

É uma arte do além,
Simplesmente fantastica,
Não há nada nem ninguem,
Com uma presença tão mágica.

A adrenalida domina-nos,
leva-nos às estrelas.
A paixão consome-nos,
Tristezas nem vê-las.

Parece que nada mais interessa,
Enquanto estamos a deslizar,
Sentimos o mundo calmo e sem pressa,
E isso faz-nos continuar.

Aerials que voam,
Wraps de encharcar,
Quedas que magoam,
Mas que não nos conseguem parar!

Assim é este desporto,
Que nos impele a explorar,
Doce como Vinho do Porto,
O skim é o fruto do mar!

14 de maio de 2006

I saw my face in you eyes...

I saw my face in you eyes, as we watched dawn's call,
I've given you my company's pleasure, but you prefer the mall.
I've given you the world, with a beautiful sky,
I was a perfect gentleman, I never made you cry.

I've put my heart in your hands, and you smashed it against a wall,
I've put all my trust in you, and now you've let me fall.
I've made you feel safe, protected you all the time,
I made everything to make it work, even this lousy rime.

I've given you my strongest feeling, you treated it as small,
I've given you everything I had, I've given you all...
I've took this too far, and now i can't no more,
I will forget you...I won't love you anymore...

22 de abril de 2006

Temos Pena...

O destino decidiu juntar-nos,
Por pouco tempo, infelizmente,
O destino decidiu dar-nos,
Uma oportunidade, finalmente.

Saboreada com gosto e alegria,
Vivida com respeito e prazer,
Três dias de magia,
Três dias para esquecer.

Afincadamente me empenhei,
Em algo q pensava ser um começo,
E muito tempo dediquei,
Num sentimento que julgava espesso.

Quão errado eu estava
E muito tarde me apercebi
Que numa rede me enrolava
A do amor que pouco vivi...

Desiludi-me com essa pessoa,
Que julgava ser honesta,
Finge ser inocente e boa,
Mas no fundo só quer é "festa".

Fico triste com este desfecho,
Não queria que acabasse assim,
Mas no fundo eu não me queixo,
Ela...Nunca mais me engana a mim.

15 de fevereiro de 2006

My eyes they cannot lie...

My eyes they cannot lie,
They're like a bird that doesn't fly.
Powerless against yours,
That see all through open doors.

They have a smile that reaches my ears,
They reveal all my deepest fears.
They show you when I'm sad or angry,
And when I'm happy and friendly.

They're my only weak spot,
They turn red when i smoke pot.
They see cripled when the dawn is calling,
And cry when they see you falling.

They melt even the coldest heart,
They're said to be a piece of art.
They're sea blue like the ocean,
And a door for you to open.

They're a motive for pride,
They promisse you a wonderful ride.
They let you know of my intention,
And they rejoice with your attention.

They reaveal all that is true,
They go all the way through.
They let your imagination fly,
Because my eyes they cannot lie.

/Onfire - 15.02.2005

6 de novembro de 2005

Dor Passada...

Aqui vai a minha primeira postagem neste blog.
E quer gostem ou não espero que comentem.


Dor Passada...

Não consigo descrever,
o que realmente sinto.
Não posso pô-lo em palavras,
Se o fizer, minto.

É algo que me invade,
porque houve algo que não fiz.
É uma doença capilar,
que vai das pontas à raiz.

Tudo começou naquele antro,
de maravilhosa melodia.
Vi de subido seu encanto,
que dançava em magia.

Logo depois não esqueci,
esta dor que sente mal.
E muita coisa eu ja vivi,
mas isto não tem igual.

Mas essa dor já pereceu,
expulsei-a do coração.
Recuperei dominio meu,
das mãos de um ladrão.

Agora caminho livremente,
cheio de frescura na alma.
Sinto paz na minha mente,
vivo a vida com mais calma.

/Onfire