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Desencontro

Estou sentado...
O ambiente é avassalador,
Prende-me ao chão, toda esta dor...
Toda esta dor e estou sentado.

O cheiro a morte do passado,
Sinto, entranho, vivo e sobrevivo!
Regresso num impulso esquivo.
Tanta morte e eu sentado...

Fecho os olhos, oiço descontrolado,
Os gritos... os lamentos dos que ficaram,
O sofrimento, os berros que marcaram.
Tantos berros e eu sentado...

As imagens percorrem-me, tocado,
Da vinda, da perda, da morte!
Esta lágrimas, a minha sorte...
Tantas lágrimas e eu sentado!

Num monte de escombros ressuscitado,
Numa recordação breve da crueldade,
Num pedaço de inferno sem piedade...
Neste Inferno, arrebatado... Aqui eu estou sentado.

está muito bom!

como nenhuma editora ainda não quis publicar os teus poemas? estão muito bons, continua!dou uma olhadela sempre que posso.

Obrigado :)
Nunca tentei levá-los a uma editora...
Pode ser que um dia o faça.
Mais uma vez obrigado pelo apoio.

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