23 de janeiro de 2009

Calmo, Quieto...

Calmo, Quieto...
Sincero, Imundo, Discreto...
Do Silêncio inexistente,
Verdadeiro e Inocente...

É-o e ninguém vê...
É-o e ninguém... Porquê?
É no seu ambiente distante...
Inteligente, Contrastante...

Lá... Lá foi feliz.
Foi o que sempre quis!
Seu sabor... Sua paixão...
Destino seu, na tua mão.

Então...Então porquê?
Porque ninguém vê?
É o paraíso do brilhante...
Esquecido pelo ignorante.

Aprendi...
Hoje aprendi!

19 de janeiro de 2009

Inverno

Cerrado...
Inverno este que nos condena...
Triste e enganado,
Perdido e desgraçado...
Um embalar que envenena...

Discreto...
Inverno este que nos consome...
Sinistro a céu aberto,
Escuro a descoberto,
Magia esta que nos engole.

Apaixonado...
Inverno este que nos estima...
De tela fina e sonho amado,
De fogo incerto aqui pintado,
Mão do homem que assim inclina!

E vemos, E ouvimos, E sentimos...

Quem sou e porque o sou...

Quem sou e porque o sou?
São questões do intelecto...
Sentido óbvio que esvoaçou,
Nosso passatempo predilecto.

Não sei se o sou nem porque o serei...
A sonante realidade constatada.
É o poder, sempre esquecido num rei,
Um futuro, sem conto nem fada.

Sou-o e sei porque o sou.
Uma raridade no ser incerto,
É o destaque que ressalvou...
O Heroi que surge, o Heroi correcto.

Aprendam...Aprendam por favor!

16 de dezembro de 2008

Pensamento #10

O desleixo é interessante,
O desinteresse alheio,
Que ignora o Importante!
Que desconsidera, em si chocante!

Sem mágoa no semblante,
É assim o interesse alheio...
É assim, preocupante...

Indecisão

Perdido e desencontrado,
Na sua ilha trespassado.
Indeciso e sem questão,
Na duvida e com razão...

Inocente no cartório,
Diferente, e é notório.
Incapaz nas questões, nas acções,
Com medo, pelas ilusões...

É-o, o que sempre serei,
Jovem. Feliz. Despreocupado.
É-o, na pele que enverguei...

Foi outrora o visado,
Perdido. Distante. E enganei...
Foi, outrora, preocupado.

O Ritmo cresce, violento...

O ritmo cresce, violento,
Calmo, Suave...
Inquieto e desatento,
em desalento,
Lá vai ele na sua nave...

Incessante...
Assim regula, ele a vida.
Vai mudando seu semblante,
Pelo mundo ambulante,
La vai na frase sentida...

Vai, veloz!
Mais rápido, cada vez mais.
Não para, segue por nós,
Não se cala sua voz,
Não, nunca mais!

Vai! Vai! Vai!
E não para!
Sem o medo que distrai!
Não para!...Até que cai...
Não luta mais...diz sua cara...

Não luta, Não sente, Não fala sua voz!
Um dia D em todos nós...

Mudou-me...

Mudou-me...
E mudei assim.
Tocou-me...
E senti assim.
Chorou-me...
E fê-lo por mim.
Deixou-me...
Não mais tocou em mim.

Deseja-me...

20 de novembro de 2008

Pensamento #9

Inspirador...
Decidido e de certeza,
Visionário e coordenador.
Uma surpresa,
Finita e em beleza...
Da Vida. Do planeta. Do labor...

Iniciação

Violência dizem alguns.
Violação, outros tantos.
Tradições de mundos nenhuns,
Sofrimento e desencantos...

Enganados, penso eu.
Ofuscado, o mundo não esqueceu,
Os delitos de poucos generalizados,
Muitos, grandes discriminados...

É a celebração idiota,
Do mundo jovem, da despreocupação.
É a diversão e o traje janota,
É a primeira recordação.

Mas é a felicidade,
É a alegria e a diversão...
É ficar "bêbado" pela faculdade!
O esquecer, o descansar, o perdoar o mundo cão!

Ainda bem que existem!

3 de novembro de 2008

Pensamento #8

Santos? Não os há...
Herois? Poucos, e não por cá...
Só animais e velhos imundos,
Só zeros, e medos profundos...

É pena...hoje passa-me ao lado...

30 de outubro de 2008

Fascínio

O valor da idade.
No sol quente que nasce alguns dias,
Uma luz que clareia visibilidade,
Que impede noções vazias...

Um sonho inquieto.
Que respira insanidade,
Vivo, impossível, discreto,
Desprovido de equidade...

Inviolável como nada.
É inocente como tudo,
A voz inesperada,
Desarmada...
Invoca em si o grito mudo.

Ou será que não?

27 de outubro de 2008

Pensamento #7

Prefiro guardar escondido,
Prefiro defender meu ideal.
Ser justo comigo,
Ser verdadeiro como consigo,
Noutra altura, Noutro local...

Para escrever condicionado,
Prefiro não escrever...

26 de outubro de 2008

Pensamento #6

Infeliz conceituado,
Deste planeta disfarçado.
Inocente nesta desilusão,
Aproxima-se a escuridão.

Ele não se deixa...

É fantástico...

É fantástico o reconhecimento,
Aquele momento...
Em que o mundo, tão bem nos vê,
Que sentimos sem saber porquê...

O admirar inocente, do trabalho escondido,
Elaborado por alguém desconhecido.
O sorrido do homem bastidor.
Felicidade efémera que não perde sabor....

Fascinante,
Aquele que o sabe mas não o sente,
Aquele que não o ouve pessoalmente,
Aquele que esconde sem querer
Humilde? Sempre a perder!

Quero sê-lo!
O interiorizar será que o consigo?

11 de outubro de 2008

Mentiras...

"Mentiras...
Não passam de mentiras."
Assim diz a voz do povo
Angustiada. Nada de novo.

São agora e foram antes,
Antepassados nada distantes,
Invejados pelas qualidades,
Esquecidas suas maldades.

Somos assim tão limitados?
Tão esquecidos? Tão enganados?
Assim tão básicos e manipuláveis,
Que vemos gigantes inabaláveis?

Falta-nos inteligência...

28 de setembro de 2008

Pensamento #5

Ruíu o que pensava, acabou. 
Escureceu, abandonou. Adormeceu e congelou...
Fingiu tudo, não fingiu nada,
Vicio estranho: Conto de fadas,

É domingo,
Quente e resguardado,
O céu chora do outro lado...

20 de setembro de 2008

O meu Ser

Intitulei-me de poeta,
Há dias que o fiz...
Serei mesmo "Poeta",
na forma que o mundo diz,
pela forma, pelo jeito, pela meta,
pelo que fiz?

"...o poeta sou eu.", saiu-me,
Com arrogancia e confiança,
Descentrada na balança...
Saiu-me...

Irá sair novamente?
De que forma? Inconsciente? Inocente?
Não sei se o quero, ou se o mereço,
Não sei se o espero, ou se me reconheço.

Mas saiu-me...
Um dia saberei.

8 de setembro de 2008

Meu paraíso!

Desfalece...

Vai apodrecendo lentamente,
O paraíso existente na terra
dos antigos, vencedores de guerra.
Vencedores esquecidos, certamente.

Um monstro consome-o.
Envolve-o...
Dilacera tudo lentamente!
Transforma o belo em indiferente...

Vem acontecendo à anos...
Todos constatam, e sem enganos.
"Isto no futuro vai acabar!"
Mas a inércia insiste em perdurar...

Belas montanhas de areia, destruídas!
Casas afundadas...
Seres lendarios, consumidos,
Mundos que só revividos...

E desfalece.
Para minha tristeza, desfalece.
Pela inércia, Ela desfalece...

Pensamento #4

Pensei em ti, em mim,
Em nós e tudo mais,
Nos pormenores fundamentais!
No teu fundo doce e de jasmim.
No mundo incerto que tens para mim.

Cativas-me!

12 de agosto de 2008

Ilude-me o poder...

Ilude-me o poder...
A capacidade...
Ilude-me a verdade,
O que julgo saber.

Desconheço se sou capaz,
Se o destino me apraz...
Se foi feliz ou furtivo em vão,
Sopro meu, da escuridão.

Tenho de continuar...

11 de agosto de 2008

O Momento

O Momento,
Já foi...

Demorei...mas percebi,
Que o momento ficou para trás.
Que o perdi...
Que longe jaz...

Mundo sonhador este...
Que ignora males e medos,
Que trespassaste com teus torpedos!
Foi o mundo que me leste...

São inúmeras as duvidas e interrogações,
Inúmeros os pensamentos e hesitações,
Discretos, desafectos deste ambiente...
Permissivos do inocente...

Ou será que não,
Que é mole demais este coração?
Que existe culpa a atribuir...
Que existiu cobaia para te servir?

O momento certo...esse já passou.
Já foi.


Boas Férias, o Pensamento de Escape volta em Setembro, com material novo certamente.
"Stay Tunned"

Pensamento #3

Temor eterno que saboreei,
Que encontrei e que vivi,
Que julguei e percebi
Finalmente, e que senti...
Ó se senti...

Passou.
Mais ninguém...

15 de julho de 2008

Pensamento #2

Alguém me explica estes sujeitos?
Estes nomes, estes conceitos?
Este sentido, patenteado por nós...
Evolução...Instinto, é essa a nossa voz.

Intelectuais presos a imposições.

9 de julho de 2008

Pensamento #1

Escrevinhei o céu e o mundo, só para ti
A terra numa paisagem abismal,
Vivi contigo, e em ti me senti
Com sonho eterno. Um sonho igual.


(Uma nova ideia...espero que gostem destes meus "pensamentos")

6 de julho de 2008

Processo Criativo

Fujo. Escondo-me...
Não quero já este fluxo de pensamentos,
Todos estes momentos e sentimentos.

Toda esta velocidade...
Não a controlo. Peço que espere,
Só um bocado... Peço que espere...

Peço tempo para me organizar.
Para fixar o mundo, e num lugar...
Tempo para pensar e reflectir...
Intelectualizar o que sentir!

Quero espaço para pegar suavemente,
Para escrever com o Consciente!
Para ver de olhos fechados!
Sonhos efémeros, sempre apagados...

"Espera! Peço-te, por favor espera!"
Um Grito, p'ra minha mente. Uma fera.
Lá em cima? Só sombra! Só silhueta...
No coração? Seguro minha caneta.

Calmamente... sem ti, sem eles, sem voz...
E escrevo!

30 de maio de 2008

Uma Semana...

...

O melhor, a alegria!
Um fantasma que já pedia
o seu momento junto a mim,
Verdade era que não queria assim.

Queria mais e todo o dia,
Repleto de fantasia,
De magia e de paixão...
Amor Eterno. Revelação.

É o creme de tanto doce...
Apaga e disfarça. O mal que fosse.
Em todo o momento convida,
Com razão exalta a vida.

...

Inconsequente...
É o trabalho do dia vigente,
É verdadeira a apatia,
Tanta. Profunda esta agonia...

Quero fazer mais, não consigo.
Estou preso aqui comigo.
Quero mas não deixo esta prisão...
Invisível. Escondido. Em negação...

...

Um novo dia...
Esqueci o passado.
Esqueci o que acontecia,
O que foi e parecia,
O mundo fútil revoltado.

Voltei para a paixão.
Apaixonei-me, e sabe bem dizê-lo,
Abri meu mundo e dei a mão,
Abri meu coração...
Sim...voltei a fazê-lo...

Foi pelo sorriso inocente,
Pelo paraíso desconhecido....
A atitude inconsequente,
Irreflectida e indecente,
O inferno imerecido...

...

Continuo a perder-me, nestes momentos,
Que faço nestas horas, tão vagas de sentimentos.
Tão estúpidas e inúteis,
Tão longas e tão fúteis,
Tão breves cumprimentos, Tão breves pensamentos.

Quero mudar a forma do meu saber,
A forma como aprendo, a fundo quero ver.
Quero conhecer, quero sentir,
Quero falar, quero ouvir,
Quero mudar e não perder, Quero viver e perceber...

...

Quarta feira dia eterno...
Dia de luta no mundo moderno.
De aprendizagem e conquista,
Do inferno terrorista...

Dia de grandes revelações...
O mundo mexe. Quebra corações.
Dia de inflexibilidade e mudança...
O mundo fixo. Nunca se cansa!

É infeliz e é bem disposto...
É sozinho e sobreposto.
De lágrimas incontinente
De choro e riso. Ei-lo inocente!

É simples...malvado como tudo,
Mudo...Sim, Mudo!
Ruidoso e Abandonado,
Filosófico e Complicado...
...

Hoje fui testado...
Duplamente. Fui testado.
Posto, perante o juízo da multidão,
Com o mundo em mim, meu coração na mão.

Passei por cima, ascendi,
Perdi meus medos e cresci!
Aprendi e não sorri em vão,
Saí do fundo, venci...
Venci o medo da desilusão!

...

É sexta-feira.
Sozinho aqui...
Perdido de tal maneira,
É mesmo sexta-feira,
Esqueci e já sorri!

Penso em objectivos,
Em mundos e consequências...
Em ti e negativos,
Aspectos positivos.
Que procuro nestas ciências.

De Portugal para o mundo,
Não quero nem penso.
Não me sinto tão imundo,
Pensando ir tão fundo,
O inverso do país. Imenso.

São sonhos e paixões.
Consequências de vidas,
De influências, de negações,
De ideias e de visões...
Verdadeiros toques de Midas!

É sexta-feira.
E é sempre assim...
Sem nunca ter sido primeira,
É mesmo sexta-feira,
E é o só para mim.

27 de maio de 2008

Foi ontem...

Foi ontem...
O mundo mudou...escureceu.
Traído pela vontade do que julguei meu
Acreditei, até ao fim,
Julguei o que não era assim,
Fiquei-me pelo caminho...
Perdi tudo em remoinho,
Que nem espiral,
Sugando o bem e não o mal...

Mas abri os olhos...tarde mas...
Abri...
Não falarei mais...

26 de maio de 2008

Acontecimento

A paixão que nos rodeia,
E o mundo, numa ameia,
O inferno e o céu, unidos,
Fracos, hesitantes e tremidos...

Voámos hoje nesse planeta,
Que nem astrónomo com cometa,
Avistámos inocência,
Amor e sexo. Inconsequência.

Foi hoje esse senão.
Ligaste. Fugi que nem cão.
Senti-te finalmente.
Tremi e disse não. Serei doente?

Espero-te amanhã,
Perto desta estrela, anã,
Gigante junto a nós,
Desencontros. Eternamente sós.

Espero que sim!
E grito-o bem alto, assim,
Voo bem alto, bem mais
leve, eliminando os demais.

26 de abril de 2008

Aquilo que escrevo...

Aquilo que escrevo, aquilo que digo,
Aquilo que vejo, aquilo que vivo...

São lágrimas...do povo que nos fez.
São lágrimas, que choro mais uma vez.

Um povo orgulhoso e bem parecido,
Num mundo louco e desconhecido,
Partiu corajoso, em descoberta!
De ouro e fama, de guerra aberta.

Perdeu, e desgostoso voltou...
Re-ergueu-se das cinzas e despertou.
Amou, sofreu, falhou e renasceu,
Inspirou-se, viu o mundo e cresceu!

E continua...numa metáfora alucinante,
Desejoso do fim, sempre inconstante.
Olhou para trás e para o passado...
Reviu-se...nesse grande país do Fado.

5 de março de 2008

Só para mim

Onde estou?
Não me revejo...
Neste mundo, almejo
Pessoa que já não sou...

Realizado? De momento
Talvez, mas sem razão.
Não quero compaixão,
Arrisco-me no sentimento.

Saltito para o vazio, não
sabendo o que me espera,
o que me atira o mundo bera
em que vivo, satisfação...

Quero a cura, o fim
Da dor que me impede,
Do dom que me concede
O Universo, só para mim...

Este é só para mim...

27 de fevereiro de 2008

Produtividade

A minha produtividade espanta-me,
Surge nestes momentos, encanta-me,
Sem convite preciso,
Sem sinal e sem aviso.

Para me salvar,
Para do mundo me libertar,
Para me perder no seu encanto,
Noutro planeta, noutro recanto,
Surge sem ser desejada,
Mas oportuna e dotada,
Aproveitado o som que não a chama,
E o mundo que a não reclama...

Salva-me do inútil,
Do parvo e do fútil.
Salva-me das poucas linhas de valor são,
Devolve-me sentido, cabeça, atenção,
É a voz da minha razão...

E da verdade...
É o sim...a minha produtividade.

22 de fevereiro de 2008

Comum

Sai cedo, quando amanhece,
Abandona o leito, que o fortalece.
Parte à conquista, do mundo exterior,
Vence o fantasma...o medo da dor.

Cresce deitado,
Feliz. Despreocupado,
Cresce em vão,
Sem saber e sem razão.

Mas cresce, e vence agora,
Esse passado, futuro de outrora...
Momento distante, inesquecido,
Visão perpétua que teria sido...

É ainda novo,
Este aqui, herói do povo,
Não um qualquer, um herói mental!
Um herói da vida real...

Luta agora contra a rotina,
Que o sufoca, que o guilhotina.
Obstáculo vil, da vida laboral,
Um fantasma sentimental...

Abraça a vida com leviandade,
De quem não quer, de quem de idade,
Vive o mundo desencontrado
Em mente, um corpo reformado.

Parece perdido, vivendo em vão,
Procura o sonho do coração,
Encontra o futuro, em veludo,
Sente o calor de um beijo mudo.

Vive o momento, entrelaçado,
Ele é feliz. Apaixonado.
É um qualquer, um herói mental!
Um herói da vida real!

11/02/2008

6 de janeiro de 2008

6 de Janeiro

É engraçado saber o que sinto,
É engraçado saber que o sei,
É engraçado porque me minto,
Finjo não saber aquilo que dei...

É assustador concluir isto,
É mais ainda saber que o fiz,
É porque o sentimento é misto,
Fi-lo porque assim o quis...

Minhas razões, só eu as sei,
Fundamentos nem sei se os tenho,
Sei que em ti perdi, e a ti me deixei...

Apesar de tudo em mim retenho,
A felicidade que resgatei,
É ela que recordo, É ela que contenho...

Passaram meses...
Hoje sou eu de novo...

26 de dezembro de 2007

Musical

De velocidade sem multa...
É um segredo.
Uma força oculta,
É um rochedo...

Meio invisível,
Sem presença espacial,
De controlo impossível
Uma força sem igual

Ouve-se...
E ouve-se bem!
Sente-se...
num sitio...
Num sitio com alguém.

Pura magia!

17 de dezembro de 2007

Global...

O mundo para,
O mundo chora,
Repara mas não decora.

O mundo vê,
O mundo sente,
Lê, mas não desmente.

Mundo feliz,
Mundo cão,
Mundo que quis, Mundo que não.

Mundo constante,
Mundo com verso,
Mundo distante, mundo Perverso.

Agora tudo, enfim...Agora
quero-te mundo lá de fora...
Há mais...

8 de dezembro de 2007

Aleatório

Pensamos o futuro e o passado,
Imaginamos e revivemos os momentos,
Os sentimentos, as acções e pensamentos,
Atravessamos do infeliz ao encantado.

Parados no tempo...
Assim, avançamos quietos...

7 de dezembro de 2007

Metáfora de Existência

Aquilo que escrevo, aquilo que digo,
O que vejo e aquilo que vivo,
São lágrimas do povo que nos fez,
São lágrimas, que choro mais uma vez.

Um povo orgulho e bem parecido,
Num mundo louco e desconhecido,
Partiu corajoso, em descoberta,
De ouro e fama, de guerra aberta!

Perdeu, e desgostoso voltou,
Reergueu-se das cinzas e despertou,
Amou, falhou e assim cresceu,
Inspirou-se, viu o mundo e renasceu.

Povo este, de bela convergência,
Um ser humano...
Uma metáfora de existência.

6 de novembro de 2007

Sonho

Efémero, emprestado,
Fútil e revoltado.
Momentos de outrora,
Momentos de agora.

Fantástico, proibido,
Ambicioso e vencido.
Sentimento passado,
Revivido acordado.

Passou, perdi,
Foi bom, esqueci.
Momentos de outrora,
Momentos revividos agora.

26 de outubro de 2007

Um pingo...

Um pingo...

Que fica da chuva que cai,
Faz o sopro que vai,
O peito sentido em vão....
O sonho, perdido na escuridão...

O mundo sem vigor,
Sem sentido, sem cor.
A vida, eterna vencida,
Prossegue assim, prossegue sentida.

Orgulho desconhecido,
Que sente enternecido,
Vaidosa a perseguição...
Do sonho, perdido na escuridão.

22 de outubro de 2007

Festa, Alegria...

Festa, Alegria,
Pensamento e Fantasia.
Álcool, psicotropia,
Sexo e companhia.

Paixão, amor,
Gelo e calor.
Sabedoria, ardor,
Diversão e muita cor.

Amizades novas, antigas,
Reencontrar pessoas conhecidas.
Paixões, experiências vividas,
Recuperar relações perdidas.

Viva a Faculdade!!

1 de outubro de 2007

Hard to know, where to stand...

Hard to know, where to stand,
Hard to know, what to emend,

Indecision rules our finest our,
A shining moment that turns out sour,

A bonding dinner you can enjoy,
With hate and tears, with love and joy,

Future is, at best a break,
To find a path, to choose and take...

We should all do it.

21 de setembro de 2007

Um dia...

Mais um dia sem tua imagem,
Um dia sem toque, sem mensagem,
Um dia...

Um dia triste, apagado,
Ansioso, pesado e preocupado,
Um dia...

Um dia vazio e sem porquê,
O receio treme e o passado lê,
Um dia...

Um dia que quase mudou,
O sentimento cresceu e o tempo custou,
Um dia que já acabou.

(10/08/2007)

30 de julho de 2007

The perfect sentence...

I search, I can't find,
The words, their on my mind...

Your breath, just a part,
Of you, deep in my heart...

Your face on a reflecting glass,
A morn when I see you pass...

A thought of what will be,
Hope, future holds for me...

A kiss, a shining star,
A glimpse of who you are...

A perfect moment, at sunset
This feeling, since we've both met!

I Will not loose you, not now, not ever!
In time we'll say it,
In time we'll say forever!


O Pensamento de Escape vai de férias, até dia 15 de Setembro!

Batalhas

Uns tentam, uns conseguem,
outros insistem, não percebem.

Persistem, inventam,
Na mentira se contentam,

São tristes, patéticos até,
Perdidos, sem razão ou fé...

Não esperem..
É pesaroso, humilhante,
Encontrem-
-se, num acto triunfante.

26 de julho de 2007

Sabe bem

Sabe bem...
A tua pele na minha mão,
Sabe bem!
E não consigo dizer não;

Sabe bem...
O teu carácter fugidio,
Sabe bem!
Sabe e eu sorrio,

Sabe bem...
O teu carinho, o teu olhar,
Sabe bem!
E não quero largar,

Sabe bem...
O teu apoio, a tua companhia,
Sabe bem!
Sinto força, alegria,

Sabe bem...
A tua beleza, o teu beijo,
Sabe bem!
Sinto-me feliz, sinto desejo!

Sabes-me bem...

17 de julho de 2007

Tempo sem Espaço

Longe e separados...
Insistidos na distancia,
Sofremos afastados,
Saudades da circunstância.

Quase não te vejo,
Oiço-te raramente,
Sonho...mas não prevejo,
Dou-me descaradamente.

Fez sentido...
Que nem canção e fado,
De um mundo desaparecido,
De um mundo fustigado.

16 de julho de 2007

Stronger

You hide your fear,
As you do your pain.
You sense it near,
But there's no gain.

You are stronger.
Your heart beats louder.

You give it all,
Fulfilling your part.
You fell down small.
That empty heart...

Stop crying on the floor as you shall prevail.
You'll fight once more and WILL not fail!

I am indeed stronger,
I did not fail...I hear its echo...

11 de julho de 2007

Patético

Há as que ficam e permanecem,
Há as que passam e se esquecem,
Mas tu não...

Há as que induzem em paixão,
Há as que arranham alma e coração,
Mas tu não...

Há as que são feias ou giras,
Há as que dizem mentiras,
Mas tu não...

Há as que são bem ou mal feitas,
Há as que fingem ser perfeitas,
Mas tu não...

Tu és mais...és o que és.
Não vais nem permaneces,
És o mundo a meus pés,
És perfeita, sim tu és,
A resposta às minhas preces!

2 de julho de 2007

Meu Fado

Fado triste...
Fado cansado...
Em mim sorriste encantado.

Gostava eu,
E tu que eu sei,
Coração meu, que eu te dei.

Não soltas...
Não queres largar...
Sofro voltas, vou me magoar.

Fado triste...
Fado cansado...
Sonho triste e condenado.

Porquê?

17 de maio de 2007

Mankind

People come and people go,
People think but do not know,
Shining bright the deepest night,
Darkness covers the strongest light.

All is lost, therefore forgotten,
In our graveyards, history has rotten.
Life is held, by a shred of rope,
There is no future, there is no hope!

Our fathers deeds, we don't recall,
Our biggest needs, we ignore them all!

The world is doomed, we'll all die,
Will cities burn, will children cry?

And yet we resist,
We try to fight,
For a way to exist!
For love with might!

Man is not doomed,
Man can enhance,
We're still not ruined,
There's still a chance!

3 de maio de 2007

Egoista Estupidez

O mundo passa por mim,
Vejo-o mas não o sinto,
Procuro razão num poço sem fim,
Mas não encontro, minto,

Uma réstia que sobrava,
Agarrei-a, senti-a na mão,
Vi livre um pássaro que passava,
Vi-o livre mas sem razão.

Serei melhor ou só diferente?
Conhecendo o bem farei o mal?
Será útil ser independente?
Será útil ser meu rival?

O mundo passa por mim,
Vejo-o, sinto-o mas não percebo...
Não a procuro ainda assim,
Não a procuro mas não concedo.

25 de abril de 2007

Em águas profundas...

Em águas profundas,
De terrenos mortos,
Viviam imundas.
Em contornos tortos.

Longe da claridade,
Do calor e da coloração,
Desprovidos de vaidade,
Desprovidos de paixão?

A sua vida tem um custo,
Uma luta incessante,
Um mundo em tudo injusto
Um número inconstante.

23 de abril de 2007

Distância

Fisicamente, afasto-me...
Fico longe de ti.
Fisicamente, afasto-me...
Mas estou também aí!

Prossigo o meu tormento,
Este caminho que não quero.
Os dois juntos, um momento,
Aquele que eu sempre espero.

Apesar da longa distância,
Do terreno que nos separa,
Diferente emocional circunstância,
O meu coração bate-te e não para...

Fecho os olhos, procuro dormir,
Não pensar na saudade de tocar,
Vejo-te, Sonho-te, estou a sentir...
...Estou a sentir o que é amar!!

Juntos na fonte, no rio,
Em Sintra isolados,
No silêncio quebrado, um pio,
Beijo teus lábios encantados.

Na vida ou na morte,
No Inferno ou no Céu,
De coração munido e forte,
Juntos, protegidos pelo branco véu.

Aqui junto a mim, aqui contigo...
Ti volo molto, aqui comigo...

15 de fevereiro de 2007

Escuridão Musical

Fecho os olhos...sinto,
Ela desliza lá fora,
Intenso, o céu chora,
Intenso eu o sinto.

Um embater constante,
Que só os ouvidos olham,
Os tremores que molham,
E o vento sussurrante.

Que bela manifestação,
Que os olhos não escutam,
Os elementos que lutam,
Lá fora na escuridão.

Uma combinação despercebida,
A quem segue com o olhar,
Uma magia a encontrar,
Uma magia que só ouvida...

Acordo de repente,
E a chuva não caía,
A sua beleza que percebia,
Fora um sonho tão somente.

27 de janeiro de 2007

Ideias Mentirosas

A impressão que no momento tenho ,
Da tua presença na minha vida ,
A imagem, a visão que de ti retenho,
Na minha mente como desenho,
É diferente da difundida.

Coloco-te sempre num pedestal,
Sinto, numa palavra, veneração,
Vejo-te sem igual,
Penso-te bem e nunca mal!
Sinto como que fogo no coração.

Mas as paredes contam diferente,
Passam uma noção que não é tua,
Mentem tão completamente,
Desejo intimamente,
Que a verdade reponha honra tua.

Se calhar vejo coisas...Se calhar está tudo na minha mente...
Queres ver...será que também eu estou demente?

8 de janeiro de 2007

Espelho Perfeito

O calor, a paixão.
O suor, a emoção,
O tremer do coração...

A vida, o rugido,
As acções, o sentido,
O segredo dito ao ouvido...

Os pequenos momentos...
Partilhados na ausência do mundo...
O fulgor, a força dos sentimentos!
Do nada...o início do verdadeiro amor profundo!

As palavras cujo valor ultrapassámos,
As intenções que nunca questionámos,
A vergonha que, juntos, abandonámos,
A paixão que ambos começámos...

6 de janeiro de 2007

Hoje...

Hoje...
Hoje quero escrever até não poder mais...
Quero abrir as capas dos jornais,
Quero sentir a adrenalina fluir-me nos dedos,
Quero debitar palavras, letras, vogais...
Quero escrever algo com um reflexo dourado..
Vou escrever algo digno de poetas tais,
Vou rabiscar e rabiscar até o lápis se ter queimado,
Vou desenhar um texto belo, oh meu texto adorado!

Vou escrever um livro, um romance, uma epopeia!
Um texto cujo eco chegue à Coreia,
Um texto suave, sibilante, sábio, sensato,
Um texto fino como a areia!
Uma conjugação de palavras tal,
Que como canto de sereia, será som que saboreia,
Numa palavra: fenomenal!

Vou escrever para me soltar...
Para descarregar o fluxo de palavras que retenho!
Vou escrever para me libertar...
Enfim, agora calmo, sereno...Agora me contenho...

5 de janeiro de 2007

Seremos nós...

Seremos nós livres, independentes?
Pirilampos reluzentes,
Num enorme parque de diversões?

Ou seremos peças de xadrez?
Sem ter direito a "porquês",
Num enorme tabuleiro somos peões?

Faremos nós realmente o que queremos?
De facto livres seremos?
Eternos na escrita do poeta.

Que seremos nós então, senão peões?
Talvez cinzas de vulcões?
Corredores em busca de uma meta.

O que nos mantém então neste mundo?
A procura de um amor profundo?
O sorriso de uma ultima despedida?
A luta? A derrota? Ou esta guerra perdida?

2 de janeiro de 2007

Musa

Um hino à tristeza como musa que é...
A sua interpretação depende de quem lê, e do que essa pessoa sente...


Com um sorriso esforçado,
Aguardo a angustia demorada,
Qual guerreiro sem espada,
Espero. Espero calado.

Olho o relógio de lado,
Vejo os minutos vividos,
Os segundos esquecidos,
Espero. Espero calado.

Sinto o desejado,
Sinto-me escritor sem pena,
Sinto-me poeta sem poema,
Sinto...e espero calado.

Passeio-me incomodado,
Pelos jardins do coração,
Espero pelo fogo da canção.
Espero...e faço-o calado!

Será que virás?
Se sim porquê a demora?
Vou-me...não espero mais agora...

28 de dezembro de 2006

O Por-do-Sol

É o principio e o fim,
A união de mundos opostos.
É o céu para mim,
A união de equilíbrios repostos.

É o céu na terra,
Uma perfeição harmoniosa.
Não há conflitos, não há guerra,
Apenas uma calma prazerosa.

Um fundo eterno,
Um ritual despercebido,
Esquecido pelo mundo moderno,
Mar, Sol e seu cupido.

Momentos únicos fomenta,
Paixões perdidas desperta,
Reflexos dourados ostenta,
Em ternura nos aperta.

Chama pelo nosso olhar,
Tranquiliza-nos a alma,
Seu fim vou aguardar,
Quieto, concreto e com calma.

Tem beleza proibida,
Olhá-lo é punível,
Tem uma metade escondida,
Incrível, o Por-do-Sol é incrível!

2 de dezembro de 2006

Amor é...

Tema que já todos abordaram...cada um com a sua perspectiva muito pessoal. Na maioria das vezes tentaria fugir do habito, do genérico, do que todos escrevem...tentaria ser diferente. Mas...com um tema tão forte e tão pessoal tal é impossivel...Aqui fica a minha visão do amor.

Amor é...

Querer estar e não poder,
Ter consciência mas não saber,
É tentar estar longe e não conseguir,
É chorar ao ver partir...

É pensar ao acordar,
É ver e não respirar,
É imaginar antes de dormir,
É estar longe e não sorrir...

É tremer com a ausência,
É enlouquecer com a impotência,
É fingir que tudo está bem,
É não ver mais nada nem ninguém,

É dar tudo por alguém especial,
É sentir e fazer algo sem igual,
É adorar e dar tudo por tudo,
É ouvir um não e ficar mudo...

É sentir algo muito profundo,
É arriscar tudo, dar o mundo,
É sofrer com a saudade,
É querer mais do que amizade...

No fundo,
É o que sente quem nos dá comer,
E todos os que nos viram crescer,
É o conselho de um bom amigo,
É o que me faz querer estar contigo...

22 de novembro de 2006

Desespero na Saudade

Na escuridão procuro,
o teu sorriso disfarçado.
Escondido,
por entre sombras perdido,
num esconderijo condenado.

Espreito entre a penumbra,
Aguardando a tua chegada.
Calado,
no meu canto, reservado,
sofro esta angustia demorada...

Questiono-me se vens,
E se sim, porque te atrasas?
Fico à espera de sinais,
de amor e muito mais.
Imagino-te e ganho asas...

Vejo-te nas paredes,
Sempre bem, sempre a sorrir.
E vejo...
Sonho com o beijo,
Sempre a acabar, sempre a fugir...

Desapareço do mundo,
Na ilusão que permanece.
Sou consumido,
Fico perdido,
Numa paixão que ainda aquece.

Sinto cada detalhe,
Magoa-me esta distância.
Vejo-te ausente...
Não sais da minha mente,
Ecoas sem ressonãncia.

A cada momento sem ti,
O meu coração aperta.
Ambiciono a tua entrada,
Olho e não vejo nada,
Vejo-te numa porta aberta.

Sou impelido a continuar,
Esta luta desconhecida.
Sem uma pausa,
Luto por uma causa,
Por muitos dita perdida...

Os dias passam,
O sentimento fortalece
Que nem explosão
De lava, num vulcão,
Um calor que não arrefece.

A penumbra é então substituída.
Pela luz da madrugada.
Em raios multicolores,
Que unem dois amores
Vitimas de tudo...Vitimas de nada...

Ajo...e abro-te a porta,
A porta do meu coração.
Aparentemente frio,
E um pouco vazio,
Mas repleto de sensação.

Sinto-me vulnerável,
Mostrei-te minhas fraquezas.
Usa-as bem,
Aproveita-as também,
É raro baixar as defesas.

Irrito-me com facilidade,
Tenho ciume permanentemente.
Sinto sofrimento,
E a raiva do momento,
Que me abandona de repente...

Provocas-me tremenda ansiedade,
Tenho medo que desapareças.
Na noite, na escuridão
Que me deixes na solidão,
Que fujas e me esqueças...

Quando entras, sigo-te com os olhos,
Admiro esse sorriso meu.
Esse olhar descontraído,
Por vezes perdido,
Cujo dono sou só eu!

A incerteza domina tudo,
Neste mundo encantado.
Envolvido pelo escuro,
Desconheço meu futuro,
É este o meu grande fado!

14 de novembro de 2006

Do Vazio ao Desgosto

Um vazio...
É o que sinto quando não estás aqui,
Sonho, tremo...pergunto-me se te perdi...

Emoção...
É o que sinto quando te vejo,
És o meu ar, a minha vida...a mulher que eu desejo...

Sufoco...
É uma situação que não prevejo,
Mas que sofro, que sinto...quando me negas um beijo...

Alegria...
É o que sinto quando me elogias,
Sorrio, choro...rendo-me às tuas magias...

Desgosto...
É o a dor que não quero sentir...
Rezo, luto, PEÇO...para não te ver partir.

E tudo isto porque sinto
Que não sou uma prioridade
A frente de ti minto...
Esconde-me uma falsa felicidade...

11 de novembro de 2006

Vejo, conheço, sinto, procuro...

A conclusão de um que estava "meio feito", no fim de um caderno muito rabiscado...

Vejo, conheço, sinto, procuro,
A tua voz no meu escuro...

Escrevo, divirto, elogio, ofereço,
Para provar que te mereço...

Penso, vivo, imagino, sonho,
Um momento nada medonho...

Adoro, tremo, transpiro, desespero,
Espero pelo teu amor sincero.

Arrependo-me, sinto, temo, receio
Escrevo, Corrijo e para ti poesia leio!

Magoado, ferido, apatico, choro!
Quando dizes: "eu não te adoro..."

No fundo vejo, escrevo, penso, adoro,
Sonho, desespero, receio e choro!

Ausência

Um antigo que cá tinha...
Mais memórias de um verão verdadeiramente "eterno"!

Não sei onde estás,
Ou se estás bem humorada...
O vento não te trás,
Penso coisas más,
Estás muito demorada...

Culpo-me pelo que não fiz,
Faço filmes na minha cabeça,
Assim, não o quis...
Todos com fim infeliz,
Todos para que não te esqueça.

Sou vergado porque tenho medo,
Invade-me toda a sensação,
Recordo tanto segredo,
Contigo saí do meu rochedo,
Prevejo agora desilusão...

Busco a lucidez...
Que me diz que tudo está bem,
E com rapidez,
Ergo-me mais uma vez,
E penso, ela vem!

Tudo volta ao normal,
A escuridão desaparece.
Abandona-me todo o mal,
E depois deste tempo abismal,
A paixão ainda nos aquece!

Quando sinto do coração.
Cada segundo encaderno.
Toda a proximidade é satisfação,
Toda a separação maldição,
e um sofrimento que parece eterno.

Fico feliz...
Ainda bem que acabou...

23 de outubro de 2006

No acaso conhecidos...

No acaso conhecidos,
Entre torres de grandeza,
Fugitivos perdidos,
(Por momentos distraidos),
Sairam de suas fortalezas.

Em palavras que seduziam,
Atrairam-se mutuamente,
Com o coração pediam,
sentiam,
E afastaram.se de repente.

Separados em contratempo,
Reunidos pela vontade,
Varridos pelo tempo,
que momento,
Que lembro com saudade.

O futuro?
Só nevoeiro e incerteza,
Infinitamente perduro,
o escuro,
E antecipo a surpresa.

5 de julho de 2006

Parabens Mãe!

Neste dia especial,
Resolvi para ti escrever,
e dizer:
Gosto muito de ti,
Nunca te quero perder!

Parabens mãe!

23 de maio de 2006

Suh :)

Sem ela não sou nada,
Sem ela não sou ninguem,
Sem ela não vejo nada,
Sem ela, recorro a quem?

Sem ela perco-me no escuro,
Sem ela eu caíria,
Sem ela não estaria seguro,
Sem ela, quem me guiaria?

Sem ela já me tinha fodido,
Sem ela eu teria problemas,
Sem ela eu seria esquecido,
Sem ela, quem ouviria os meus dilemas?

É uma miuda especial,
Da qual só posso dizer bem,
Livra-me de todo o mal,
Para ela, eu estou aqui tambem ;)

18 de maio de 2006

O Skiming!

É uma arte do além,
Simplesmente fantastica,
Não há nada nem ninguem,
Com uma presença tão mágica.

A adrenalida domina-nos,
leva-nos às estrelas.
A paixão consome-nos,
Tristezas nem vê-las.

Parece que nada mais interessa,
Enquanto estamos a deslizar,
Sentimos o mundo calmo e sem pressa,
E isso faz-nos continuar.

Aerials que voam,
Wraps de encharcar,
Quedas que magoam,
Mas que não nos conseguem parar!

Assim é este desporto,
Que nos impele a explorar,
Doce como Vinho do Porto,
O skim é o fruto do mar!

14 de maio de 2006

I saw my face in you eyes...

I saw my face in you eyes, as we watched dawn's call,
I've given you my company's pleasure, but you prefer the mall.
I've given you the world, with a beautiful sky,
I was a perfect gentleman, I never made you cry.

I've put my heart in your hands, and you smashed it against a wall,
I've put all my trust in you, and now you've let me fall.
I've made you feel safe, protected you all the time,
I made everything to make it work, even this lousy rime.

I've given you my strongest feeling, you treated it as small,
I've given you everything I had, I've given you all...
I've took this too far, and now i can't no more,
I will forget you...I won't love you anymore...

22 de abril de 2006

Temos Pena...

O destino decidiu juntar-nos,
Por pouco tempo, infelizmente,
O destino decidiu dar-nos,
Uma oportunidade, finalmente.

Saboreada com gosto e alegria,
Vivida com respeito e prazer,
Três dias de magia,
Três dias para esquecer.

Afincadamente me empenhei,
Em algo q pensava ser um começo,
E muito tempo dediquei,
Num sentimento que julgava espesso.

Quão errado eu estava
E muito tarde me apercebi
Que numa rede me enrolava
A do amor que pouco vivi...

Desiludi-me com essa pessoa,
Que julgava ser honesta,
Finge ser inocente e boa,
Mas no fundo só quer é "festa".

Fico triste com este desfecho,
Não queria que acabasse assim,
Mas no fundo eu não me queixo,
Ela...Nunca mais me engana a mim.

15 de fevereiro de 2006

My eyes they cannot lie...

My eyes they cannot lie,
They're like a bird that doesn't fly.
Powerless against yours,
That see all through open doors.

They have a smile that reaches my ears,
They reveal all my deepest fears.
They show you when I'm sad or angry,
And when I'm happy and friendly.

They're my only weak spot,
They turn red when i smoke pot.
They see cripled when the dawn is calling,
And cry when they see you falling.

They melt even the coldest heart,
They're said to be a piece of art.
They're sea blue like the ocean,
And a door for you to open.

They're a motive for pride,
They promisse you a wonderful ride.
They let you know of my intention,
And they rejoice with your attention.

They reaveal all that is true,
They go all the way through.
They let your imagination fly,
Because my eyes they cannot lie.

/Onfire - 15.02.2005

6 de novembro de 2005

Dor Passada...

Aqui vai a minha primeira postagem neste blog.
E quer gostem ou não espero que comentem.


Dor Passada...

Não consigo descrever,
o que realmente sinto.
Não posso pô-lo em palavras,
Se o fizer, minto.

É algo que me invade,
porque houve algo que não fiz.
É uma doença capilar,
que vai das pontas à raiz.

Tudo começou naquele antro,
de maravilhosa melodia.
Vi de subido seu encanto,
que dançava em magia.

Logo depois não esqueci,
esta dor que sente mal.
E muita coisa eu ja vivi,
mas isto não tem igual.

Mas essa dor já pereceu,
expulsei-a do coração.
Recuperei dominio meu,
das mãos de um ladrão.

Agora caminho livremente,
cheio de frescura na alma.
Sinto paz na minha mente,
vivo a vida com mais calma.

/Onfire