6 de janeiro de 2008

6 de Janeiro

É engraçado saber o que sinto,
É engraçado saber que o sei,
É engraçado porque me minto,
Finjo não saber aquilo que dei...

É assustador concluir isto,
É mais ainda saber que o fiz,
É porque o sentimento é misto,
Fi-lo porque assim o quis...

Minhas razões, só eu as sei,
Fundamentos nem sei se os tenho,
Sei que em ti perdi, e a ti me deixei...

Apesar de tudo em mim retenho,
A felicidade que resgatei,
É ela que recordo, É ela que contenho...

Passaram meses...
Hoje sou eu de novo...

26 de dezembro de 2007

Musical

De velocidade sem multa...
É um segredo.
Uma força oculta,
É um rochedo...

Meio invisível,
Sem presença espacial,
De controlo impossível
Uma força sem igual

Ouve-se...
E ouve-se bem!
Sente-se...
num sitio...
Num sitio com alguém.

Pura magia!

17 de dezembro de 2007

Global...

O mundo para,
O mundo chora,
Repara mas não decora.

O mundo vê,
O mundo sente,
Lê, mas não desmente.

Mundo feliz,
Mundo cão,
Mundo que quis, Mundo que não.

Mundo constante,
Mundo com verso,
Mundo distante, mundo Perverso.

Agora tudo, enfim...Agora
quero-te mundo lá de fora...
Há mais...

8 de dezembro de 2007

Aleatório

Pensamos o futuro e o passado,
Imaginamos e revivemos os momentos,
Os sentimentos, as acções e pensamentos,
Atravessamos do infeliz ao encantado.

Parados no tempo...
Assim, avançamos quietos...

7 de dezembro de 2007

Metáfora de Existência

Aquilo que escrevo, aquilo que digo,
O que vejo e aquilo que vivo,
São lágrimas do povo que nos fez,
São lágrimas, que choro mais uma vez.

Um povo orgulho e bem parecido,
Num mundo louco e desconhecido,
Partiu corajoso, em descoberta,
De ouro e fama, de guerra aberta!

Perdeu, e desgostoso voltou,
Reergueu-se das cinzas e despertou,
Amou, falhou e assim cresceu,
Inspirou-se, viu o mundo e renasceu.

Povo este, de bela convergência,
Um ser humano...
Uma metáfora de existência.

6 de novembro de 2007

Sonho

Efémero, emprestado,
Fútil e revoltado.
Momentos de outrora,
Momentos de agora.

Fantástico, proibido,
Ambicioso e vencido.
Sentimento passado,
Revivido acordado.

Passou, perdi,
Foi bom, esqueci.
Momentos de outrora,
Momentos revividos agora.

26 de outubro de 2007

Um pingo...

Um pingo...

Que fica da chuva que cai,
Faz o sopro que vai,
O peito sentido em vão....
O sonho, perdido na escuridão...

O mundo sem vigor,
Sem sentido, sem cor.
A vida, eterna vencida,
Prossegue assim, prossegue sentida.

Orgulho desconhecido,
Que sente enternecido,
Vaidosa a perseguição...
Do sonho, perdido na escuridão.

22 de outubro de 2007

Festa, Alegria...

Festa, Alegria,
Pensamento e Fantasia.
Álcool, psicotropia,
Sexo e companhia.

Paixão, amor,
Gelo e calor.
Sabedoria, ardor,
Diversão e muita cor.

Amizades novas, antigas,
Reencontrar pessoas conhecidas.
Paixões, experiências vividas,
Recuperar relações perdidas.

Viva a Faculdade!!

1 de outubro de 2007

Hard to know, where to stand...

Hard to know, where to stand,
Hard to know, what to emend,

Indecision rules our finest our,
A shining moment that turns out sour,

A bonding dinner you can enjoy,
With hate and tears, with love and joy,

Future is, at best a break,
To find a path, to choose and take...

We should all do it.

21 de setembro de 2007

Um dia...

Mais um dia sem tua imagem,
Um dia sem toque, sem mensagem,
Um dia...

Um dia triste, apagado,
Ansioso, pesado e preocupado,
Um dia...

Um dia vazio e sem porquê,
O receio treme e o passado lê,
Um dia...

Um dia que quase mudou,
O sentimento cresceu e o tempo custou,
Um dia que já acabou.

(10/08/2007)

30 de julho de 2007

The perfect sentence...

I search, I can't find,
The words, their on my mind...

Your breath, just a part,
Of you, deep in my heart...

Your face on a reflecting glass,
A morn when I see you pass...

A thought of what will be,
Hope, future holds for me...

A kiss, a shining star,
A glimpse of who you are...

A perfect moment, at sunset
This feeling, since we've both met!

I Will not loose you, not now, not ever!
In time we'll say it,
In time we'll say forever!


O Pensamento de Escape vai de férias, até dia 15 de Setembro!

Batalhas

Uns tentam, uns conseguem,
outros insistem, não percebem.

Persistem, inventam,
Na mentira se contentam,

São tristes, patéticos até,
Perdidos, sem razão ou fé...

Não esperem..
É pesaroso, humilhante,
Encontrem-
-se, num acto triunfante.

26 de julho de 2007

Sabe bem

Sabe bem...
A tua pele na minha mão,
Sabe bem!
E não consigo dizer não;

Sabe bem...
O teu carácter fugidio,
Sabe bem!
Sabe e eu sorrio,

Sabe bem...
O teu carinho, o teu olhar,
Sabe bem!
E não quero largar,

Sabe bem...
O teu apoio, a tua companhia,
Sabe bem!
Sinto força, alegria,

Sabe bem...
A tua beleza, o teu beijo,
Sabe bem!
Sinto-me feliz, sinto desejo!

Sabes-me bem...

17 de julho de 2007

Tempo sem Espaço

Longe e separados...
Insistidos na distancia,
Sofremos afastados,
Saudades da circunstância.

Quase não te vejo,
Oiço-te raramente,
Sonho...mas não prevejo,
Dou-me descaradamente.

Fez sentido...
Que nem canção e fado,
De um mundo desaparecido,
De um mundo fustigado.

16 de julho de 2007

Stronger

You hide your fear,
As you do your pain.
You sense it near,
But there's no gain.

You are stronger.
Your heart beats louder.

You give it all,
Fulfilling your part.
You fell down small.
That empty heart...

Stop crying on the floor as you shall prevail.
You'll fight once more and WILL not fail!

I am indeed stronger,
I did not fail...I hear its echo...

11 de julho de 2007

Patético

Há as que ficam e permanecem,
Há as que passam e se esquecem,
Mas tu não...

Há as que induzem em paixão,
Há as que arranham alma e coração,
Mas tu não...

Há as que são feias ou giras,
Há as que dizem mentiras,
Mas tu não...

Há as que são bem ou mal feitas,
Há as que fingem ser perfeitas,
Mas tu não...

Tu és mais...és o que és.
Não vais nem permaneces,
És o mundo a meus pés,
És perfeita, sim tu és,
A resposta às minhas preces!

2 de julho de 2007

Meu Fado

Fado triste...
Fado cansado...
Em mim sorriste encantado.

Gostava eu,
E tu que eu sei,
Coração meu, que eu te dei.

Não soltas...
Não queres largar...
Sofro voltas, vou me magoar.

Fado triste...
Fado cansado...
Sonho triste e condenado.

Porquê?

17 de maio de 2007

Mankind

People come and people go,
People think but do not know,
Shining bright the deepest night,
Darkness covers the strongest light.

All is lost, therefore forgotten,
In our graveyards, history has rotten.
Life is held, by a shred of rope,
There is no future, there is no hope!

Our fathers deeds, we don't recall,
Our biggest needs, we ignore them all!

The world is doomed, we'll all die,
Will cities burn, will children cry?

And yet we resist,
We try to fight,
For a way to exist!
For love with might!

Man is not doomed,
Man can enhance,
We're still not ruined,
There's still a chance!

3 de maio de 2007

Egoista Estupidez

O mundo passa por mim,
Vejo-o mas não o sinto,
Procuro razão num poço sem fim,
Mas não encontro, minto,

Uma réstia que sobrava,
Agarrei-a, senti-a na mão,
Vi livre um pássaro que passava,
Vi-o livre mas sem razão.

Serei melhor ou só diferente?
Conhecendo o bem farei o mal?
Será útil ser independente?
Será útil ser meu rival?

O mundo passa por mim,
Vejo-o, sinto-o mas não percebo...
Não a procuro ainda assim,
Não a procuro mas não concedo.

25 de abril de 2007

Em águas profundas...

Em águas profundas,
De terrenos mortos,
Viviam imundas.
Em contornos tortos.

Longe da claridade,
Do calor e da coloração,
Desprovidos de vaidade,
Desprovidos de paixão?

A sua vida tem um custo,
Uma luta incessante,
Um mundo em tudo injusto
Um número inconstante.

23 de abril de 2007

Distância

Fisicamente, afasto-me...
Fico longe de ti.
Fisicamente, afasto-me...
Mas estou também aí!

Prossigo o meu tormento,
Este caminho que não quero.
Os dois juntos, um momento,
Aquele que eu sempre espero.

Apesar da longa distância,
Do terreno que nos separa,
Diferente emocional circunstância,
O meu coração bate-te e não para...

Fecho os olhos, procuro dormir,
Não pensar na saudade de tocar,
Vejo-te, Sonho-te, estou a sentir...
...Estou a sentir o que é amar!!

Juntos na fonte, no rio,
Em Sintra isolados,
No silêncio quebrado, um pio,
Beijo teus lábios encantados.

Na vida ou na morte,
No Inferno ou no Céu,
De coração munido e forte,
Juntos, protegidos pelo branco véu.

Aqui junto a mim, aqui contigo...
Ti volo molto, aqui comigo...

15 de fevereiro de 2007

Escuridão Musical

Fecho os olhos...sinto,
Ela desliza lá fora,
Intenso, o céu chora,
Intenso eu o sinto.

Um embater constante,
Que só os ouvidos olham,
Os tremores que molham,
E o vento sussurrante.

Que bela manifestação,
Que os olhos não escutam,
Os elementos que lutam,
Lá fora na escuridão.

Uma combinação despercebida,
A quem segue com o olhar,
Uma magia a encontrar,
Uma magia que só ouvida...

Acordo de repente,
E a chuva não caía,
A sua beleza que percebia,
Fora um sonho tão somente.

27 de janeiro de 2007

Ideias Mentirosas

A impressão que no momento tenho ,
Da tua presença na minha vida ,
A imagem, a visão que de ti retenho,
Na minha mente como desenho,
É diferente da difundida.

Coloco-te sempre num pedestal,
Sinto, numa palavra, veneração,
Vejo-te sem igual,
Penso-te bem e nunca mal!
Sinto como que fogo no coração.

Mas as paredes contam diferente,
Passam uma noção que não é tua,
Mentem tão completamente,
Desejo intimamente,
Que a verdade reponha honra tua.

Se calhar vejo coisas...Se calhar está tudo na minha mente...
Queres ver...será que também eu estou demente?

8 de janeiro de 2007

Espelho Perfeito

O calor, a paixão.
O suor, a emoção,
O tremer do coração...

A vida, o rugido,
As acções, o sentido,
O segredo dito ao ouvido...

Os pequenos momentos...
Partilhados na ausência do mundo...
O fulgor, a força dos sentimentos!
Do nada...o início do verdadeiro amor profundo!

As palavras cujo valor ultrapassámos,
As intenções que nunca questionámos,
A vergonha que, juntos, abandonámos,
A paixão que ambos começámos...

6 de janeiro de 2007

Hoje...

Hoje...
Hoje quero escrever até não poder mais...
Quero abrir as capas dos jornais,
Quero sentir a adrenalina fluir-me nos dedos,
Quero debitar palavras, letras, vogais...
Quero escrever algo com um reflexo dourado..
Vou escrever algo digno de poetas tais,
Vou rabiscar e rabiscar até o lápis se ter queimado,
Vou desenhar um texto belo, oh meu texto adorado!

Vou escrever um livro, um romance, uma epopeia!
Um texto cujo eco chegue à Coreia,
Um texto suave, sibilante, sábio, sensato,
Um texto fino como a areia!
Uma conjugação de palavras tal,
Que como canto de sereia, será som que saboreia,
Numa palavra: fenomenal!

Vou escrever para me soltar...
Para descarregar o fluxo de palavras que retenho!
Vou escrever para me libertar...
Enfim, agora calmo, sereno...Agora me contenho...

5 de janeiro de 2007

Seremos nós...

Seremos nós livres, independentes?
Pirilampos reluzentes,
Num enorme parque de diversões?

Ou seremos peças de xadrez?
Sem ter direito a "porquês",
Num enorme tabuleiro somos peões?

Faremos nós realmente o que queremos?
De facto livres seremos?
Eternos na escrita do poeta.

Que seremos nós então, senão peões?
Talvez cinzas de vulcões?
Corredores em busca de uma meta.

O que nos mantém então neste mundo?
A procura de um amor profundo?
O sorriso de uma ultima despedida?
A luta? A derrota? Ou esta guerra perdida?

2 de janeiro de 2007

Musa

Um hino à tristeza como musa que é...
A sua interpretação depende de quem lê, e do que essa pessoa sente...


Com um sorriso esforçado,
Aguardo a angustia demorada,
Qual guerreiro sem espada,
Espero. Espero calado.

Olho o relógio de lado,
Vejo os minutos vividos,
Os segundos esquecidos,
Espero. Espero calado.

Sinto o desejado,
Sinto-me escritor sem pena,
Sinto-me poeta sem poema,
Sinto...e espero calado.

Passeio-me incomodado,
Pelos jardins do coração,
Espero pelo fogo da canção.
Espero...e faço-o calado!

Será que virás?
Se sim porquê a demora?
Vou-me...não espero mais agora...

28 de dezembro de 2006

O Por-do-Sol

É o principio e o fim,
A união de mundos opostos.
É o céu para mim,
A união de equilíbrios repostos.

É o céu na terra,
Uma perfeição harmoniosa.
Não há conflitos, não há guerra,
Apenas uma calma prazerosa.

Um fundo eterno,
Um ritual despercebido,
Esquecido pelo mundo moderno,
Mar, Sol e seu cupido.

Momentos únicos fomenta,
Paixões perdidas desperta,
Reflexos dourados ostenta,
Em ternura nos aperta.

Chama pelo nosso olhar,
Tranquiliza-nos a alma,
Seu fim vou aguardar,
Quieto, concreto e com calma.

Tem beleza proibida,
Olhá-lo é punível,
Tem uma metade escondida,
Incrível, o Por-do-Sol é incrível!

2 de dezembro de 2006

Amor é...

Tema que já todos abordaram...cada um com a sua perspectiva muito pessoal. Na maioria das vezes tentaria fugir do habito, do genérico, do que todos escrevem...tentaria ser diferente. Mas...com um tema tão forte e tão pessoal tal é impossivel...Aqui fica a minha visão do amor.

Amor é...

Querer estar e não poder,
Ter consciência mas não saber,
É tentar estar longe e não conseguir,
É chorar ao ver partir...

É pensar ao acordar,
É ver e não respirar,
É imaginar antes de dormir,
É estar longe e não sorrir...

É tremer com a ausência,
É enlouquecer com a impotência,
É fingir que tudo está bem,
É não ver mais nada nem ninguém,

É dar tudo por alguém especial,
É sentir e fazer algo sem igual,
É adorar e dar tudo por tudo,
É ouvir um não e ficar mudo...

É sentir algo muito profundo,
É arriscar tudo, dar o mundo,
É sofrer com a saudade,
É querer mais do que amizade...

No fundo,
É o que sente quem nos dá comer,
E todos os que nos viram crescer,
É o conselho de um bom amigo,
É o que me faz querer estar contigo...

22 de novembro de 2006

Desespero na Saudade

Na escuridão procuro,
o teu sorriso disfarçado.
Escondido,
por entre sombras perdido,
num esconderijo condenado.

Espreito entre a penumbra,
Aguardando a tua chegada.
Calado,
no meu canto, reservado,
sofro esta angustia demorada...

Questiono-me se vens,
E se sim, porque te atrasas?
Fico à espera de sinais,
de amor e muito mais.
Imagino-te e ganho asas...

Vejo-te nas paredes,
Sempre bem, sempre a sorrir.
E vejo...
Sonho com o beijo,
Sempre a acabar, sempre a fugir...

Desapareço do mundo,
Na ilusão que permanece.
Sou consumido,
Fico perdido,
Numa paixão que ainda aquece.

Sinto cada detalhe,
Magoa-me esta distância.
Vejo-te ausente...
Não sais da minha mente,
Ecoas sem ressonãncia.

A cada momento sem ti,
O meu coração aperta.
Ambiciono a tua entrada,
Olho e não vejo nada,
Vejo-te numa porta aberta.

Sou impelido a continuar,
Esta luta desconhecida.
Sem uma pausa,
Luto por uma causa,
Por muitos dita perdida...

Os dias passam,
O sentimento fortalece
Que nem explosão
De lava, num vulcão,
Um calor que não arrefece.

A penumbra é então substituída.
Pela luz da madrugada.
Em raios multicolores,
Que unem dois amores
Vitimas de tudo...Vitimas de nada...

Ajo...e abro-te a porta,
A porta do meu coração.
Aparentemente frio,
E um pouco vazio,
Mas repleto de sensação.

Sinto-me vulnerável,
Mostrei-te minhas fraquezas.
Usa-as bem,
Aproveita-as também,
É raro baixar as defesas.

Irrito-me com facilidade,
Tenho ciume permanentemente.
Sinto sofrimento,
E a raiva do momento,
Que me abandona de repente...

Provocas-me tremenda ansiedade,
Tenho medo que desapareças.
Na noite, na escuridão
Que me deixes na solidão,
Que fujas e me esqueças...

Quando entras, sigo-te com os olhos,
Admiro esse sorriso meu.
Esse olhar descontraído,
Por vezes perdido,
Cujo dono sou só eu!

A incerteza domina tudo,
Neste mundo encantado.
Envolvido pelo escuro,
Desconheço meu futuro,
É este o meu grande fado!

14 de novembro de 2006

Do Vazio ao Desgosto

Um vazio...
É o que sinto quando não estás aqui,
Sonho, tremo...pergunto-me se te perdi...

Emoção...
É o que sinto quando te vejo,
És o meu ar, a minha vida...a mulher que eu desejo...

Sufoco...
É uma situação que não prevejo,
Mas que sofro, que sinto...quando me negas um beijo...

Alegria...
É o que sinto quando me elogias,
Sorrio, choro...rendo-me às tuas magias...

Desgosto...
É o a dor que não quero sentir...
Rezo, luto, PEÇO...para não te ver partir.

E tudo isto porque sinto
Que não sou uma prioridade
A frente de ti minto...
Esconde-me uma falsa felicidade...

11 de novembro de 2006

Vejo, conheço, sinto, procuro...

A conclusão de um que estava "meio feito", no fim de um caderno muito rabiscado...

Vejo, conheço, sinto, procuro,
A tua voz no meu escuro...

Escrevo, divirto, elogio, ofereço,
Para provar que te mereço...

Penso, vivo, imagino, sonho,
Um momento nada medonho...

Adoro, tremo, transpiro, desespero,
Espero pelo teu amor sincero.

Arrependo-me, sinto, temo, receio
Escrevo, Corrijo e para ti poesia leio!

Magoado, ferido, apatico, choro!
Quando dizes: "eu não te adoro..."

No fundo vejo, escrevo, penso, adoro,
Sonho, desespero, receio e choro!

Ausência

Um antigo que cá tinha...
Mais memórias de um verão verdadeiramente "eterno"!

Não sei onde estás,
Ou se estás bem humorada...
O vento não te trás,
Penso coisas más,
Estás muito demorada...

Culpo-me pelo que não fiz,
Faço filmes na minha cabeça,
Assim, não o quis...
Todos com fim infeliz,
Todos para que não te esqueça.

Sou vergado porque tenho medo,
Invade-me toda a sensação,
Recordo tanto segredo,
Contigo saí do meu rochedo,
Prevejo agora desilusão...

Busco a lucidez...
Que me diz que tudo está bem,
E com rapidez,
Ergo-me mais uma vez,
E penso, ela vem!

Tudo volta ao normal,
A escuridão desaparece.
Abandona-me todo o mal,
E depois deste tempo abismal,
A paixão ainda nos aquece!

Quando sinto do coração.
Cada segundo encaderno.
Toda a proximidade é satisfação,
Toda a separação maldição,
e um sofrimento que parece eterno.

Fico feliz...
Ainda bem que acabou...

23 de outubro de 2006

No acaso conhecidos...

No acaso conhecidos,
Entre torres de grandeza,
Fugitivos perdidos,
(Por momentos distraidos),
Sairam de suas fortalezas.

Em palavras que seduziam,
Atrairam-se mutuamente,
Com o coração pediam,
sentiam,
E afastaram.se de repente.

Separados em contratempo,
Reunidos pela vontade,
Varridos pelo tempo,
que momento,
Que lembro com saudade.

O futuro?
Só nevoeiro e incerteza,
Infinitamente perduro,
o escuro,
E antecipo a surpresa.

5 de julho de 2006

Parabens Mãe!

Neste dia especial,
Resolvi para ti escrever,
e dizer:
Gosto muito de ti,
Nunca te quero perder!

Parabens mãe!

23 de maio de 2006

Suh :)

Sem ela não sou nada,
Sem ela não sou ninguem,
Sem ela não vejo nada,
Sem ela, recorro a quem?

Sem ela perco-me no escuro,
Sem ela eu caíria,
Sem ela não estaria seguro,
Sem ela, quem me guiaria?

Sem ela já me tinha fodido,
Sem ela eu teria problemas,
Sem ela eu seria esquecido,
Sem ela, quem ouviria os meus dilemas?

É uma miuda especial,
Da qual só posso dizer bem,
Livra-me de todo o mal,
Para ela, eu estou aqui tambem ;)

18 de maio de 2006

O Skiming!

É uma arte do além,
Simplesmente fantastica,
Não há nada nem ninguem,
Com uma presença tão mágica.

A adrenalida domina-nos,
leva-nos às estrelas.
A paixão consome-nos,
Tristezas nem vê-las.

Parece que nada mais interessa,
Enquanto estamos a deslizar,
Sentimos o mundo calmo e sem pressa,
E isso faz-nos continuar.

Aerials que voam,
Wraps de encharcar,
Quedas que magoam,
Mas que não nos conseguem parar!

Assim é este desporto,
Que nos impele a explorar,
Doce como Vinho do Porto,
O skim é o fruto do mar!

14 de maio de 2006

I saw my face in you eyes...

I saw my face in you eyes, as we watched dawn's call,
I've given you my company's pleasure, but you prefer the mall.
I've given you the world, with a beautiful sky,
I was a perfect gentleman, I never made you cry.

I've put my heart in your hands, and you smashed it against a wall,
I've put all my trust in you, and now you've let me fall.
I've made you feel safe, protected you all the time,
I made everything to make it work, even this lousy rime.

I've given you my strongest feeling, you treated it as small,
I've given you everything I had, I've given you all...
I've took this too far, and now i can't no more,
I will forget you...I won't love you anymore...

22 de abril de 2006

Temos Pena...

O destino decidiu juntar-nos,
Por pouco tempo, infelizmente,
O destino decidiu dar-nos,
Uma oportunidade, finalmente.

Saboreada com gosto e alegria,
Vivida com respeito e prazer,
Três dias de magia,
Três dias para esquecer.

Afincadamente me empenhei,
Em algo q pensava ser um começo,
E muito tempo dediquei,
Num sentimento que julgava espesso.

Quão errado eu estava
E muito tarde me apercebi
Que numa rede me enrolava
A do amor que pouco vivi...

Desiludi-me com essa pessoa,
Que julgava ser honesta,
Finge ser inocente e boa,
Mas no fundo só quer é "festa".

Fico triste com este desfecho,
Não queria que acabasse assim,
Mas no fundo eu não me queixo,
Ela...Nunca mais me engana a mim.

15 de fevereiro de 2006

My eyes they cannot lie...

My eyes they cannot lie,
They're like a bird that doesn't fly.
Powerless against yours,
That see all through open doors.

They have a smile that reaches my ears,
They reveal all my deepest fears.
They show you when I'm sad or angry,
And when I'm happy and friendly.

They're my only weak spot,
They turn red when i smoke pot.
They see cripled when the dawn is calling,
And cry when they see you falling.

They melt even the coldest heart,
They're said to be a piece of art.
They're sea blue like the ocean,
And a door for you to open.

They're a motive for pride,
They promisse you a wonderful ride.
They let you know of my intention,
And they rejoice with your attention.

They reaveal all that is true,
They go all the way through.
They let your imagination fly,
Because my eyes they cannot lie.

/Onfire - 15.02.2005

6 de novembro de 2005

Dor Passada...

Aqui vai a minha primeira postagem neste blog.
E quer gostem ou não espero que comentem.


Dor Passada...

Não consigo descrever,
o que realmente sinto.
Não posso pô-lo em palavras,
Se o fizer, minto.

É algo que me invade,
porque houve algo que não fiz.
É uma doença capilar,
que vai das pontas à raiz.

Tudo começou naquele antro,
de maravilhosa melodia.
Vi de subido seu encanto,
que dançava em magia.

Logo depois não esqueci,
esta dor que sente mal.
E muita coisa eu ja vivi,
mas isto não tem igual.

Mas essa dor já pereceu,
expulsei-a do coração.
Recuperei dominio meu,
das mãos de um ladrão.

Agora caminho livremente,
cheio de frescura na alma.
Sinto paz na minha mente,
vivo a vida com mais calma.

/Onfire